Apoio de Heloísa Helena a Marina constrange o PSOL

Ao defender a candidatura da senadora Marina Silva (AC) à Presidência da República pelo PV, a presidente do PSOL, Heloísa Helena (AL), causou constrangimento ao partido, que tem como candidato Plínio de Arruda Sampaio.

CAROL PIRES, Agência Estado

18 de junho de 2010 | 19h44

Heloísa Helena foi lançada hoje candidata ao Senado pelo PSOL em Alagoas. "Todos sabem, porque não sou hipócrita nem dissimulada, que o meu partido tem um candidato", disse a dirigente do PSOL a repórteres que acompanharam o evento. "Mas eu não vou negar a importância que Marina tem, não apenas pessoalmente, no meu coração, mas por ser a grande chance que o Brasil tem de promover um debate sério sobre o desenvolvimento econômico sustentável com responsabilidade social", ponderou.

No Twitter, o candidato a presidente Plínio de Arruda Sampaio disse que, se tiver declarado apoio a outro candidato, Heloísa não pode continuar à frente do PSOL. "A direção nacional se reunirá para discutir as declarações atribuídas a Heloísa Helena, que se especializa em criar constrangimentos ao PSOL", publicou o candidato, numa primeira mensagem. "Se Heloísa tiver declarado apoiar outra candidatura, não pode seguir na presidência do PSOL por não defender a política do partido", disse em outro comentário.

Ao comentar as declarações de ambos, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) disse que Heloísa Helena precisa ser cobrada a manifestar apoio "de corpo e alma" ao candidato do partido, mas negou que houvesse espaço dentro da legenda para um possível movimento para tirá-la da presidência.

"A Heloísa é a Heloísa. É uma pessoa muito sentimental, visceral, e às vezes isso é prejudicial", disse Alencar. "Heloísa tem uma personalidade absolutamente peculiar, por isso não devemos perder energia com isso. Ela foi eleita presidente por unanimidade, porque é a figura política mais forte do partido", completou.

O PSOL tentou negociar apoio à candidatura de Marina Silva à Presidência, mas as negociações foram interrompidas após Fernando Gabeira (PV), candidato ao governo do Rio de Janeiro, ter fechado aliança com o PSDB e o DEM. Quando o PSOL decidiu lançar candidato próprio, Heloísa Helena apresentou Martiniano Cavalcante como pré-candidato, mas o partido acabou aprovando o nome de Plínio de Arruda Sampaio para disputar a corrida presidencial.

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