Apoio da sociedade valida combate a trabalho escravo, diz Lupi

Trabalho do grupo ligado ao minstério foi suspenso desde o último dia 22 por conta de polêmica com Senado

Agência Brasil,

11 de outubro de 2007 | 21h56

O endosso da sociedade civil sobre a atuação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel no combate ao trabalho escravo deu garantias para os auditores fiscais retomarem suas atividades a partir da próxima segunda-feira (15). A afirmação foi feita pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em entrevista  à Agência Brasil. O trabalho do grupo está suspenso desde o último dia 22, sob o argumento de que haveria "interferências políticas" na atuação dos fiscais. A Comissão Temporária Externa do Senado teria desqualificado o trabalho do grupo em uma fazenda da empresa Pará Pastoril Agrícola (Pagrisa), situada no município de Ulianópolis, no Pará. "Em alguns momentos, o questionamento com tanta veemência feito sobre o trabalho dos auditores os deixou inseguros quanto à pressão política no exercício da função do fiscal. Então, isso agora já está mais tranqüilo. Conseguimos organizar, a sociedade civil fez um endosso, um apoio muito forte em todo o Brasil, e isso deu as garantias que eles precisavam para voltar ao trabalho", afirmou Lupi. O ministro ressaltou que o Grupo Especial de Fiscalização Móvel está fortalecido, inclusive no que se refere à possibilidade de outros questionamentos do Poder Legislativo. "O Senado é um poder independente, tem o direito de questionar, de fazer investigação. Estamos completamente tranqüilos e abertos a qualquer tipo de questionamento. Ele continua fazendo o seu trabalho e nós, através dos auditores fiscais, da área da inspeção e trabalho, vamos fazer o nosso", afirmou. "Houve um recuo estratégico para arrumar a nossa equipe, para ter mais garantias, principalmente, na questão da segurança dos fiscais. Agora isso já foi conseguido e nós vamos retomar o nosso trabalho", completou Lupi. De acordo com o ministro, agora o grupo está trabalhando com mais garantias dadas por outras instituições. "Fizemos um convênio com a Advocacia-Geral da União, fizemos contato com a Polícia Federal, tivemos todas as garantias não só do acompanhamento jurídico, legal, como também da garantia da Polícia Federal para integridade física dos auditores fiscais. Fizemos uma reunião ontem e já estão organizados para, a partir de segunda-feira, retomar seus trabalhos com todo o vigor e com toda a coerência".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.