Apesar do PT, PSB quer Aécio no palanque de Belo Horizonte

O PSB não abre mão daparticipação do PSDB e do PPS na coligação para a sucessão àPrefeitura de Belo Horizonte. Nesta segunda-feira,parlamentares do PT e do PSB reuniram-se na capital mineirapara traçar planos para a candidatura e concordaram que aindahá possibilidade da participação das duas legendas nacoligação. O presidente da Executiva Estadual do PSB em Minas,deputado estadual Wander Borges, afirma que o caso só serádefinido na convenção do partido, marcada para o dia 29, masadianta que "não abrimos mão do apoio formal do PSDB e do PPS". Para os petistas ligados ao prefeito Fernando Pimentel(PT), o principal articulador da aliança ao lado do governadorAécio Neves (PSDB), ainda há possibilidade de a coligaçãoocorrer. "Não há veto. Só uma recomendação", afirmou o deputadoestadual Durval Ângelo (PT) após o encontro. Ele se refere à decisão do diretório nacional petista que,na sexta-feira, confirmou a posição da Executiva contrária àparticipação dos partidos que fazem oposição ao governo dopresidente Luiz Inácio Lula da Silva na coligação, e recomendouque o diretório municipal volte a discutir a política dealianças para as eleições de outubro. O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini(SP), no entanto, afirma um acordo informal está afastado. "Nãoprocede a informação de que o Diretório Nacional tenhadeliberado por uma aliança informal com o PSDB em BeloHorizonte", afirmou, em nota à imprensa. Para Wander Borges, o apoio informal também não atende aosinteresses do PSB. "Recebemos o apoio do PT, mas também do PSDB e do PPS. Nãopodemos vetar a participação de nenhum partido. Todos sãoimportantes e apoio não se dispensa", afirmou depois da reuniãocom petistas, que teve a presença do pré-candidato dacoligação, o ex-secretário de Estado de DesenvolvimentoEconômico, Márcio Lacerda. A estratégia, agora, é deixar uma definição oficial sobreas alianças para a data mais perto possível do dia 30 de junho,limite para o registro de candidatos e de coligações quedisputarão as eleições. Isso poderia evitar alguma intervençãoda direção nacional do PT no caso. "Vamos trabalhar com o prazofinal. Mesmo porque esse tempo pode ajudar a clarear asmentes", salienta Durval Ângelo.

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