Apesar de queda, aprovação ao governo é alta, informa CNI

O diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marco Antonio Guarita, afirmou nesta quinta-feira, 12, que a queda de popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu governo, apontada pela pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quinta-feira, 12, deve ser analisada levando-se em conta o levantamento anterior de dezembro de 2006. Em dezembro, o índice estava inflado, segundo Guarita, devido ao período pós-eleitoral, à vitória de Lula nas eleições e ainda ao clima de otimismo típico do fim do ano. "A queda de popularidade teve sua base elevada porque em dezembro os indicadores estavam num patamar fora de padrão. Apesar da queda, não podemos perder de vista que os índices de aprovação continuam muito elevados", afirmou. Tal distorção - que teria sido corrigida pela nova pesquisa, segundo ele - pode explicar a diferença entre os resultados da CNI/Ibope e da CNT/Sensus, que divulgou sua pesquisa na última terça-feira, segundo a qual a aprovação ao governo Lula e à figura do presidente teriam crescido e chegado à sua melhor avaliação desde fevereiro de 2005. O Sensus fez a comparação com o final de agosto de 2006, período pré-eleitoral. Segundo a pesquisa CNT/Sensus, o índice de aprovação do presidente chegou a 63,7% contra 59,3%, em agosto de 2006. E do governo foi para 49,58%, a terceira melhor da série, ante 43,6%, em agosto de 2006. O levantamento CNI/Ibope aponta que a avaliação ótima ou boa caiu para 49% neste mês, ante 57% em dezembro. O número dos que confiam no presidente caiu para 62%, ante 68%, enquanto os que não confiam aumentaram para 34%, em relação aos 28% de dezembro.O diretor da CNI destacou, entretanto, que a piora na avaliação reflete, além da base de comparação distorcida, a piora nos indicadores de avaliação de áreas específicas do governo, como a social, em que a gestão de Lula sempre teve sua melhor avaliação. A piora reflete também noticiário mais negativo sobre o governo. Guarita destacou que a notícia mais citada pelos entrevistados foi em relação à crise aérea, apontada por 23% dos entrevistados como principal notícia sobre o governo Lula nas últimas semanas.

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