Apesar de obstrução, oposição votará três projetos nesta 3ª

Virgílio diz que PSDB e DEM concordaram em votar, mas continuarão obstruindo por conta de funções da CPI

EQUIPE AE, Agencia Estado

12 de fevereiro de 2008 | 16h56

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (PSDB-AM), disse nesta terça-feira, 12, que, apesar da obstrução por conta das funções da CPI dos cartões, a oposição concordou  em votar três proposições entre esta terça e quarta , a pedido do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN). O processo de obstrução terá início caso a pauta da Casa for trancada por uma medida provisória.  Veja também: Entenda a crise dos cartões corporativos Briga por comando de CPI ameaça parar SenadoGoverno indica aliados para postos da CPI dos cartões PSDB diz que não vai investigar família de Lula  Após denúncia, governo publica mudanças para cartões Virgilio deixou claro que a oposição vai obstruir também a votação do projeto de Lei Orçamentária de 2008, com o objetivo de conseguir ocupar a presidência ou a relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos cartões corporativos. Conforme informações da Agência Senado, essas afirmações foram feitas ao final da reunião de líderes realizada nesta terça-feira. Virgílio declarou ainda que os parlamentares da oposição não ocupam a presidência e a relatoria das CPIs "há anos" e que se o governo se recusar a abrir espaço vai "se desmoralizar" e a CPI será "natimorta".  As três proposições que serão votadas, por acordo, são: o projeto de resolução que obriga que senador sob investigação do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar afaste-se de cargos na Mesa (PRS 37/07); um acordo internacional do Brasil com Gana sobre serviços aéreos (PDS 221/07) e o projeto que desobriga a União a recorrer a instâncias superiores em todos os processos em que for ré (PLC 6/05). "São matérias que escolhemos por acordo, por serem de interesse público", disse Virgílio. CPMF O senador destacou também que a oposição deseja também debater a atitude do governo que descumpriu acordo após o Senado derrubar a proposta de emenda à Constituição que prorrogava a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira(CPMF). Segundo o senador, o governo havia concordado em não aumentar impostos desde que a oposição aprovasse a renovação da Desvinculação de Recursos da União(DRU). Virgílio declarou que a DRU foi mantida, mas o governo promoveu, no início deste ano, a elevação nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Além disso, segundo o senador, o governo não destinou "um tostão" do aumento desses impostos para a saúde. Essa atitude, na opinião de Arthur Virgílio, demonstra que o governo não era "verdadeiro nem sincero" quando defendia a prorrogação da CPMF para financiar a saúde pública.

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