Apesar de elevar tom, Serra diz que continua 'gentil'

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, classificou como "gentil" seu comportamento em relação à adversária Dilma Rousseff (PT). Questionado sobre por que decidiu ser incisivo com a ex-ministra no debate de hoje, promovido pela Folha de S.Paulo e pelo UOL, respondeu: "Eu não decidi nada, continuo sendo gentil como sempre".

CAROLINA FREITAS, Agência Estado

18 de agosto de 2010 | 18h44

O tucano atribuiu as discussões com Dilma ao fato de o debate ter sido mais longo. "Tendo mais tempo, a gente discute mais". O evento, transmitido pela internet, durou duas horas e dez minutos. O debate da TV Bandeirantes, no dia 5, teve duração de duas horas. A elevação do tom de Serra contra Dilma coincide com a divulgação, na segunda-feira, 16, da pesquisa Ibope em que a petista aparece com 43% e o tucano, com 32%.

As críticas à Dilma prosseguiram durante discurso de Serra a diretores da Fundação da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), em São Paulo, logo após o debate. O tucano acusou a candidata de copiar seu programa de atendimento médico a gestantes, o Mãe Brasileira.

"É uma ideia tão boa que a candidata do PT copiou, só mudou o nome, para Mãe Cegonha", disse. "Não cobro royalties nem nada por patente, fico satisfeito que outros adotem aquilo que a gente vinha propondo", acrescentou, lembrando que "quem vai tirar isso do papel sou eu, os outros vão ficar só na promessa".

Serra disse ainda que, se eleito, fará uma política nacional de melhoria da educação e atacou o governo federal, de Luiz Inácio Lula da Silva. "Houve um documento bom do governo federal, mas não saiu do papel, ficou só no populismo".

Sem dizer a que cidade referia-se, o tucano citou a decisão de um Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, segundo ele, "comandado pelo PT", de proibir as creches conveniadas. "É uma loucura de se fazer, é um programa do PT", disse. "É expulsar as creches conveniadas, para ser tudo estatal", disse aos empresários. "Vocês imaginam a barbaridade que isso representa", questionou.

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