Apesar de amplo espaço no ministério, apoio do PMDB a Lula cai

Pesquisa mostra que o principal partido da base aliada não está satisfeito com nomeações a cargos no governo

Andréia Sadi, do estadao.com.br

01 de agosto de 2007 | 14h09

Mesmo com amplo espaço na Esplanada dos Ministérios, o apoio do PMDB ao governo Luiz Inácio Lula da Silva diminuiu neste segundo mandato, segundo pesquisa do cientista político Murillo de Aragão e do analista Cristiano Noronha.   Veja Também:    Apoio do PMDB ao governo Lula    A análise observou , entre fevereiro e julho deste ano, o comportamento dos 13 principais partidos na Câmara dos Deputados, em 27 votações de interesse do governo, entre elas, a Super Receita e emendas do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC).   Entretanto, a pesquisa não captou o período envolvendo a  nomeação de Nelson Jobim, para o ministério da Defesa, no último dia 25, e a possível recondução de Silas Rondeau, ambos do PMDB, ao ministério de Minas Energia. Rondeau renunciou ao cargo após suspeitas de receber propina de R$100 mil reais da construtora Gautama, pivô da Operação Navalha, da Polícia Federal.   Também por conta do período, a posse do ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde na presidência de Furnas, ficou fora da análise. A nomeação de Conde, nesta quarta, é uma reivindicação da bancada do PMDB na Câmara e provoca distensão no ambiente político na volta do recesso parlamentar, abrindo caminho para que o Congresso aprove a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da Desvinculação das Receitas da União (DRU).   Segundo Aragão, o apoio do PMDB ao governo Lula é grande, mas não como "poderia ser". " O PMDB tem mais ministros no governo, mais cargos, não tem um Garotinho para atrapalhar, apoio deveria ser mais amplo; o que diminuiu a possibilidade de aumentar isso foram os acontecimentos do mês de maio", diz Aragão.   Entre fevereiro e abril, o apoio do partido registrava tendência de alta, mas dois fatores reverteram o quadro no mês seguinte: "O PMDB perdeu a paciência com a demora do governo em indicar afilhados do partido para cargos de segundo e terceiro escalões, e o escândalo envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros", diz o cientista político.   No mês de maio, o índice de apoio ao governo do PMDB atingiu seu numero mais baixo, 58,29%. Em junho, após nomeações como o de Moreira Franco, para a Caixa Econômica, e Maguito Vilela, para o Banco do Brasil, o apoio voltou a subir, chegando a 70,16%, de acordo com Aragão. Mesmo assim, está aquém do pretendido por Lula, que era mais de 90%.   Mais aliados   Para Aragão, de certa forma, " o PC do B é mais fiel ao governo Lula que o próprio PT, partido do presidente". O apoio do PT e o PC do B registra o mesmo índice, 82%, em julho deste ano mas o do PT diminui em 3 pontos porcentuais desde fevereiro de 2007, enquanto que o apoio dos comunistas não oscilou. A bancada do PT na Câmara é composta por 81 deputados - 2ª maior - contra 13 do PC do B.    

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