Apesar de adiamentos, base diz que prisão de Cunha não altera agenda na Câmara

Após reunião com presidente da Casa, Pauderney Avelino (DEM-AM) afirma que trabalhos no plenário seguem sem interrupção, enquanto instalação de comissão sobre reforma política é adiada para terça-feira

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2016 | 12h23

BRASÍLIA - Um dia depois de o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ser preso, líderes da base aliada afirmaram nesta quinta-feira, 20, que o fato não vai influenciar o andamento dos trabalhos da Câmara. No entanto, após a notícia vir à tona, a Casa ficou esvaziada e votações importantes foram adiadas.

Para os parlamentares, após o "susto" inicial, a tendência é de que as pautas que interessam ao governo sejam votadas conforme o cronograma já estabelecido. Na manhã desta quinta, por exemplo, eles se reuniram na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir reforma política. A prisão de Cunha fez com que a instalação da comissão especial sobre o tema fosse adiada para a próxima terça-feira.

"Talvez tenha havido aquele susto inicial, mas nada além disso.  O sentimento da Casa é de que esse fato não trará qualquer tipo de obstrução ou qualquer tipo de problema para a continuidade dos trabalhos que nos dispomos a fazer”", disse o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM) .

Essa também foi a opinião do líder do PSD, Rogério Rosso (DF). "A influência em votações de reforma vai ser zero. Nenhuma. Hoje é consciência da Câmara que ou a gente vota as reformas agora ou o Brasil, ou o agravamento da crise será sem precedentes”, disse.

Pauderney, entanto, reconheceu que uma eventual delação premiada de Cunha poderá ter repercussões na Casa. “Eu acho que o ex-deputado tem muitas ligações, seja com empresários, seja com políticos, mas eu não saberia dizer exatamente quais são essas ligações e qual a extensão delas, mas que tem, tem”, disse.

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