Apesar da disputa "PT está unido", afirma Greenhalgh

O deputado do PT Luís Eduardo Greenhalgh (SP) garante que o partido está unido, apesar da disputa com outros seis parlamentares petistas pela candidatura à presidência da Câmara. "Eu não era o favorito. Acho que havia uma expectativa na Câmara sobre nomes de outros companheiros. Mas a bancada do PT escolheu uma pessoa de centro, que tem diálogo com a esquerda da bancada, que tem diálogo com o campo majoritário. Tanto que a minha indicação foi por aclamação", afirmou Greenhalgh no Jornal das Dez, da "Globo News". Sobre os comentários de que a base governista não foi ouvida, o deputado disse que primeiro conversou com a bancada do PT, por ser a maior. "Agora estou começando a conversar com os líderes da base aliada. Já conversei com quase todos eles buscando o apoio à minha candidatura. As conversas têm sido frutíferas."Greenhalgh disse respeitar a candidatura do deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) à presidência da Câmara. Ele revelou, no entanto, que conversou com o deputado pefelista Rodrigo Maia (RJ) sobre "a necessidade de se estabelecer uma composição para que o PFL estivesse muito bem representado na mesa". Para o deputado do PT, o apoio do presidente Lula à sua candidatura será discreta. "O governo teve muito cuidado nessa situação. O presidente Lula e o governo não interferiram. O processo de escolha foi soberano da bancada do Partido dos Trabalhadores. É evidente que quando chegamos a um nome, que foi o meu, o presidente me telefonou para me cumprimentar."Greenhalgh declarou que pretende, caso seja eleito presidente da Câmara, dar maior autonomia a este órgão do Legislativo. "Vou fazer com que as iniciativas dos parlamentares sejam mais debatidas na Casa e tentar aconselhar o governo a diminuir o número de medidas provisórias. Existem MPs que são feitas sobre determinados temas, ao mesmo tempo em que há na Câmara projetos de lei de iniciativa de deputados sobre esses mesmos temas", disse. "Nós temos de fazer uma compatibilização. Quero fazer minha gestão de autonomia e de fortalecimento do Poder Legislativo. Quanto mais forte for o Parlamento e mais harmônicos estiverem os poderes da República, melhor para a democracia." O deputado assegurou que pretende dialogar para vencer as fortes resistências das bancadas ruralista e evangélica ao seu nome. "Vou discutir com todo mundo. Estou procurando a bancada ruralista e quero discutir sua restrição em função de eu ter sido historicamente advogado do Movimento dos Sem-Terra", afirmou. "Mas eu saberei distinguir a função de advogado da função de presidente da Câmara. Assim fiz na CCJ. Na questão da bancada evangélica, a minha trajetória de vida é sempre fortalecer o ecumenismo, ter relações de respeito. E estou procurando todo mundo."

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