Apenas um quarto dos senadores divulgam gastos na internet

Senado começou a divulgar verba indenizatória nesta 2ª; só receberá, quem lançar gastos na rede, diz diretor

03 de março de 2008 | 18h03

No primeiro dia em que o Senado decidiu divulgar os gastos com verba indenizatória, apenas um quarto dos senadores lançaram suas informações no site da Casa (aqui). A verba indenizatória - de R$ 15 mil mensais para cada senador - destina-se ao ressarcimento de despesas com aluguéis de escritório, hospedagens, passagens, combustíveis, pesquisas e divulgação, entre outros.  Entre os que divulgaram seus gastos, há os que chegaram ao limite da verba em fevereiro, como o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), Gilvam Borges (PMDB-AP), Jayme Campos (DEM-MT) e Rosalba Ciarlini (DEM-RN).  Segundo um dos diretores da Secretaria Especial de Informática do Senado Federal (Prodasen) Cláudio Miranda, como fevereiro acabou há pouco, as informações sobre esse mês ainda estão sendo enviadas para o site do Senado. "Os senadores podem usar a verba ou não. Mas, para recebê-la, precisam lançar a informação no sistema", disse. Miranda afirmou que "se os dados quanto a algum senador não estiverem no site, isso significa que ele não utilizou a verba indenizatória ou ainda não a recebeu".  De acordo com o diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, os procedimentos para o pagamento e a divulgação da verba indenizatória dos senadores são os mesmos da Câmara dos Deputados - que já vinha apresentando esse tipo de informação na Internet. Ele lembra que os senadores são ressarcidos após apresentarem as notas fiscais relacionadas aos respectivos gastos, ou seja, as despesas são realizadas antes do pagamento da verba. Agaciel também destacou, no início do mês passado, que os gastos a serem divulgados serão aqueles feitos a partir de fevereiro deste ano. Na ocasião, ao ser questionado pela imprensa se seria possível a publicação dos gastos ocorridos antes dessa data, ele respondeu que "não, porque houve uma decisão da Mesa Diretora para que a divulgação ocorresse a partir de agora (fevereiro)". (Com Agência Senado)      

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