Apenas 11.199 produtores declararam plantio de transgênicos

O número de produtores de soja no País que já assinaram o termo de ajustamento de conduta (TAC) é baixo, segundo levantamento feito pelo Ministério da Agricultura. Até agora, apenas 11.199 produtores assinaram o documento, que funciona, na prática, como um mecanismo de identificação do plantio de soja transgênica no País. "O volume está baixo. Esperávamos entre 50 mil e 100 mil assinaturas, pelo barulho que se ouvia falar no mercado", admitiu o ministro interino da Agricultura, José Amauri Dimarzio. Apesar do baixo comprometimento, o ministro deixou claro que o governo não fará nova extensão do prazo de assinatura da TAC, que termina no dia 9 de dezembro. "Fizemos a primeira alteração por questões climáticas e pelo fato de que o plantio de soja vai até o final de novembro. Agora, não temos mais motivo para um novo adiamento", disse Dimarzio. O maior número de assinaturas recolhida até agora foi registrado no Rio Grande do Sul, onde 10.790 produtores assinaram o documento. No Mato Grosso do Sul houve apenas um registro, e nos Estados de Santa Catarina, Goiás e São Paulo três, em cada. Na Bahia foram assinados 16 termos, no Piauí outros 22, e em Minas Gerais mais 28. No Mato Grosso as assinaturas registradas até agora somam 108 e no Paraná, outros 225.PR não poderá se declarar livre de transgênicosO registro desses 225 produtores no Paraná impedirá o governo estadual de declarar a região livre do produto. Essa é a avaliação do ministro interino da Agricultura, José Amauri Dimarzio. "Esperamos que o governador entenda que estamos cumprindo nosso dever e acredito que teremos sua colaboração depois dessa realidade", comentou o ministro. Desde o início da polêmica sobre a Medida Provisória que liberou o plantio de soja transgênica nessa safra, o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), pretendia declarar seu Estado como área livre do plantio. Entretanto, diante do número de agricultores que assinaram o TAC, na prática, não haverá como o governo do Estado, por legislação própria, estabelecer a posição de área livre de soja transgênica. "No Ministério da Agricultura, acreditamos que a lei maior é a federal", informou Dimarzio.A TAC funciona como um mecanismo de identificação de plantio de soja transgênica no País. Apesar do baixo número de assinaturas recolhidas até agora - 11.199 em todo o Brasil - o ministro interino acredita que até o dia 9 de dezembro esse número deverá ser ampliado. Para garantir um procedimento comum de fiscalização, técnicos do Ministério e das secretarias de agricultura estaduais estão realizando hoje, nas capitais brasileiras, encontros para discutir os procedimentos que deverão ser seguidos na fiscalização das áreas de plantio de soja no País. Segundo Dimarzio, o número total de técnicos envolvidos nessa fiscalização só será definido após essa rodada de discussões. Ele garantiu, entretanto, que boa parte dos três mil técnicos federais estarão trabalhando nesse processo. "O trabalho desses técnicos nessa área será prioritário neste momento", disse o ministro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.