Roberta Pennafort/Estadão
Roberta Pennafort/Estadão

Apartamento de Adriana Ancelmo é liberado em inspeção da PF

A vistoria da PF foi para procurar dispositivos de conexão com a internet, como computadores e tablets, e telefones, fixos e celulares, que são de uso proibido para ela, por determinação da Justiça

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

28 Março 2017 | 17h10

RIO - O apartamento da ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo, no Leblon, zona sul da capital, foi liberado pela Polícia Federal para recebê-la, na tarde desta terça-feira, 28. A mulher do ex-governador Sergio Cabral (PMDB) ainda se encontra no complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste, onde está presa desde dezembro, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária. Ela agora ficará em prisão domiciliar.

A vistoria da PF foi para procurar dispositivos de conexão com a internet, como computadores e tablets, e telefones, fixos e celulares, que são de uso proibido para ela, por determinação da Justiça. A inspeção durou cerca de uma hora.

Adriana deve ir para prisão domiciliar nesta quarta-feira, 29, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast. Nas redes sociais, chegaram a ser cogitados protestos e até um buzinaço na porta. A ideia das pessoas é se manifestar contra o esquema de corrupção no governo estadual em conluio com empreiteiras, que, segundo a Justiça Federal, foi liderada por ele entre os anos de 2007 a 2014. Nesta tarde, houve alguns protestos, isolados.

Acusada de corrupção, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa, na qual tinha, conforme as investigações, papel de destaque, Adriana está presa preventivamente, numa cela individual de seis metros quadrados. A conversão em prisão domiciliar foi determinada primeiro pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, e depois pelo Superior Tribunal de Justiça.

O argumento foi que os dois filhos dela com Cabral, de 10 e 14 anos, não poderiam ser privados do convívio do pai e da mãe simultaneamente - Cabral foi preso em novembro, e também se encontra no complexo de Gericinó. Os dois meninos estão sendo cuidados desde a prisão da mãe pelo irmão mais velho, o deputado federal Marco Antônio Cabral (PMDB), filho de Sérgio Cabral com Susana Neves, sua primeira mulher. Os avós também lhes dão assistência.

Adriana não poderá: sair de casa (à exceção de emergências médicas, que devem ser comunicadas à Justiça), atuar no escritório de advocacia do qual é sócia, receber visitas que portem celular ou outros dispositivos com acesso à internet e de pessoas que não sejam de advogados ou parentes até 3º grau, além de mudar de endereço sem comunicar à Justiça. A PF poderá fazer inspeções a qualquer dia e hora, no período das 6 horas às 18 horas, sem comunicação prévia.

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