Aos poucos, a situação volta ao normal no Hospital do Câncer

Depois da intervenção federal para conter a crise interna, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) volta aos poucos a regularizar o atendimento à população. Graças a um empréstimo de outras unidades federais do Rio e de hospitais do Rio Grande do Sul e de Brasília, a maior parte dos medicamentos que estavam em falta foram repostos e puderam ser retirados por pacientes hoje. Designado pelo ministro da Saúde, Humberto Costa, para coordenar a comissão que está controlando o hospital, o diretor do Departamento de Atenção Especializada do ministério, Ademar Arthur Chioro, garantiu que todas as atividades foram retomadas e que tudo estará definitivamente normalizado na semana que vem. Dos 118 itens que haviam acabado, 109 já estariam disponibilizados ainda na noite de hoje, segundo ele. Houve remanejamento de drogas de quatro hospitais do Rio, além do Grupo Hospitalar Conceição, de Porto Alegre, e da Rede SarahKubitscheck, de Brasília. Foi necessário também fazer compras emergenciais, suficientes para os próximos três meses. Será aberto processo de licitação para aquisição de material a ser utilizado a partir de dezembro. Chioro assegurou que as quatro cirurgias que deveriam ter sido realizadas nos últimos dias e foram canceladas por falta de insumos já foram reprogramadas. Novos pacientes poderãoser admitidos na próxima segunda-feira.

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