FUNDAÇÃO PERSIO ABRAMO/DIVULGAÇÃO
FUNDAÇÃO PERSIO ABRAMO/DIVULGAÇÃO

Aos 92 anos, morre Zilah Abramo, uma das fundadoras do PT

Zilah teve a vida dedicada à luta por direitos humanos no Brasil, sobretudo durante os anos em que a ditadura vigorou no País

O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2018 | 02h31

Morreu nesta quinta-feira, 16, aos 92 anos,  Zilah Wendel Abramo, uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores (PT).  Socióloga de formação, Zilah teve a vida dedicada à luta por direitos humanos no Brasil, sobretudo durante os anos em que a ditadura militar vigorou no País. Foi uma das vozes mais ativas dentro do Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA), sociedade civil independente formada a partir de 1978 com o objetivo de coordenar os esforços em prol do movimento pela anistia ampla, geral e irrestrita dos atingidos pelos atos de exceção cometidos a partir de 1964.

Formada pela Universidade de São Paulo, começou sua militância política no começo dos anos 1950, quando passou a integrar o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em 1952, se casou com o jornalista, professor e militante Perseu Abramo (1929-1996) – eles tiveram cinco filhos: Laís, Helerna, Mário, Marta e Bia.

Na década de 1970, Zilah participou ativamente do movimento pela redemocratização do país e junto ao Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA-SP), em 1978. No começo dos anos 1980, foram dois dos mais atuantes fundadores do PT. Por 16 anos Perseu ocupou diversos postos de direção no partido. 

A Fundação Perseu Abramo foi instituída pelo PT em maio de 1996, dois meses após a morte do jornalista. Na ocasião Zilah foi indicada pelo partido para compor a primeira diretoria da fundação e dar continuidade aos projetos do marido. O velório será realizado nesta sexta (17/8,) das 9h às 15h, no Funeral Home. O enterro será às 17h no Cemitério Gethsêmani, no Morumbi, em São Paulo.

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