Aos 63, João Herrmann sofre edema e morre

Corpo de deputado pedetista foi encontrado em piscina de sua fazenda, em Presidente Alves

Rose Mary de Souza, O Estadao de S.Paulo

13 de abril de 2009 | 00h00

O deputado João Herrmann Neto (PDT-SP) morreu ontem, aos 63 anos, vítima de choque térmico e edema pulmonar agudo, segundo laudo do Instituto Médico Legal. Herrmann foi encontrado morto de madrugada na piscina de sua fazenda em Presidente Alves, pela mulher, Jussara. Ele teria usado a sauna e mergulhado em seguida na piscina. Segundo Valéria Rodrigues, chefe de gabinete do deputado, ele costumava viajar para a fazenda quando havia algum feriado prolongado. Desta vez, estavam apenas ele, a mulher, os cinco filhos e assessores. Herrmann cumpria seu quinto mandato. Depois de passar por PMDB, PSB e PPS, estava no PDT. Assumiu no dia 6 de janeiro a vaga de Reinaldo Nogueira (PDT-SP), eleito prefeito de Indaiatuba. Herrmann também foi prefeito de Piracicaba de 1977 a 1982.O corpo do deputado será enterrado hoje às 10 horas, no Cemitério Parque Flamboyant, em Campinas. Herrmann nasceu na cidade, mas seu eleitorado estava localizado na região de Piracicaba. O prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT-SP), decretou luto oficial de três dias. O velório foi realizado no saguão do Palácio do Jequitibá, no Paço Municipal de Campinas.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já comparecera ao velório do deputado Carlos Wilson (PT-PE), também foi ao de Herrmann. Lula permaneceu cerca de meia hora, no início da noite. Cumprimentou os familiares do deputado e não falou com a imprensa. Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, Lula destacou que Herrmann era um interlocutor importante da região de Piracicaba com Brasília. "Hoje lamentamos a ida de dois amigos", disse Múcio. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, também compareceram ao velório.SUPLENTEO suplente Fernando Chiarelli (PDT), de Ribeirão Preto, deverá assumir a vaga de Herrmann na Câmara. Como saiu do PDT e retornou pouco depois, é esperada uma briga pela vaga da suplência nos bastidores. "Imagino que vai cair o mundo em cima de mim", afirmou ele, que era o segundo suplente do PDT.O Diretório Municipal tentou evitar seu retorno e o terceiro suplente da legenda, João Jorge Fadel Filho, recorreu sem sucesso ao Tribunal Superior Eleitoral, solicitando para si a vaga de suplente. "Confio no deputado Michel Temer e vou tomar posse na forma da lei", disse Chiarelli.Em Ribeirão, Chiarelli foi eleito vereador em 1992 pelo PDS, mas acabou cassado por falta de decoro parlamentar e ficou inelegível por oito anos. Sempre tentou revogar essa decisão e moveu várias ações judiciais contra desafetos políticos, principalmente o ex-prefeito Antonio Palocci (PT), que agora será seu colega em Brasília.

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