Aos 109 anos, Maternidade de São Paulo pára de funcionar

Na porta principal da maternidade mais antiga da cidade, a Associação Hospitalar Maternidade de São Paulo, nos Jardins, há um aviso: "O atendimento está suspenso por tempo indeterminado." Depois de 109 anos de fundação, a instituição filantrópica criada para atender gestantes carentes não tem pacientes em suas enfermarias. Nenhum bebê está prestes a nascer. A decisão foi tomada pela direção no fim de abril. O médico Nicolau Selvaggio, da comissão consultiva da maternidade, não quis comentar o fechamento. No mês passado, a maior parte dos 64 funcionários que ainda trabalhavam na instituição foi demitida, sem receber direitos trabalhistas. Onze deles continuam empregados. O grupo se reveza em atividades básicas, como atender telefone, fazer a segurança e cuidar de pendências administrativas. Há três anos a Maternidade de São Paulo enfrenta grave crise financeira. Há dívidas tributárias, trabalhistas e com fornecedores. "Estimamos que a dívida total chegue a R$ 33 milhões", diz José Lião de Almeida, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de São Paulo.

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