DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

Ao votar em São Bernardo, Luiz Marinho diz ainda acreditar em surpresa

Em quarto lugar nas pesquisas, candidato do PT ao governo de SP afirmou que partido "costuma contrariar institutos"

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2018 | 15h14

SÃO BERNARDO DO CAMPO - O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Luiz Marinho, votou na manhã deste domingo, 7, na cidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista - região que é o berço do petismo - e disse que ainda confiava em mudanças no quadro eleitoral. Nas pesquisas ele têm 8% das intenções de voto, mas afirmou que "os candidatos do partido costumam contrariar os institutos de pesquisa" e fez até uma alusão ao futebol. "Pesquisa é expectativa; ontem, por exemplo, os são-paulinos foram ao Morumbi na expectativa de ganhar o jogo contra o Palmeiras, mas perderam de dois a zero".

Ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC por sete anos e ex-prefeito de São Bernardo, Marinho tomou café da manhã na sede da entidade, às 8h, junto com Fernando Haddad, Eduardo Suplicy e vários sindicalistas. De lá, seguiu para seu colégio eleitoral e Haddad seguiu para a capital paulista. Neste domingo completaram-se exatos seis meses em que o ex-presidente Lula se entregou à Polícia Federal, depois de permanecer dois dias na sede do sindicato.

Após votar, Marinho ressaltou que sente "uma grande ausência em São Bernardo do nosso querido presidente Lula", vítima, segundo ele, "de um jogo antidemocrático para tirá-lo da eleição". Afirmou acreditar que, passada as eleições, serão feitos todos os esforços judiciais para que ele seja julgado de forma isenta. "Espero que as instâncias superiores, ao analisarem o mérito, vão julgá-lo inocente."

O candidato também afirmou que,num eventual segundo turno, tanto para os cargos de presidente quanto para governador, será possível aos eleitores avaliarem melhor os projetos e os históricos dos candidatos. "O que está em jogo é a necessidade de um projeto de retomada do crescimento da economia para resolver o maior problema das famílias hoje, que é a ausência de empregos". Afirmou ainda "que uma única candidatura pode oferecer alternativas de geração de empregos no País "até porque já fizemos isso e quem fez uma vez pode fazer de novo". 

Marinho passaria parte da tarde com a família e no início da noite seguiria para o Sindicato dos Bancários, na capital paulista,  para acompanhar a apuração dos votos.

Clima. Na escola onde o ex-presidente Lula vota, no bairro Assunção, em São Bernardo, o clima era de muita tranquilidade, silêncio e ruas sem interdição, ao contrário do cenário constante em eleições anteriores.

A tranquilidade no local agradou eleitores. "Votamos em cinco minutos", disse o engenheiro Tiago Cleyton Cordeiro, que estava junto com a esposa Rosilene Rocha da Silva. "Antes era uma bagunça; fechavam o trânsito para o Lula votar, e vinha uma multidão com ele". O metalúrgico Elias Hespanholi, um ex-eleitor de Lula, estranhou a ausência de militantes, de repórteres e câmaras de TV. "Acabou tudo isso". 

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