Ao lado de Lula, novo presidente do STF critica excesso de MPs

Gilmar Mendes tomou posse nesta quarta-feira; ele criticou também movimentos sociais reivindicatórios

Luiz Roberto Marinho, de O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2008 | 18h51

O novo presidente do  Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, criticou nesta quarta-feira, 23, "o já desgastado" modelo das medidas provisórias. " É necessário que se encontre um modelo de aplicação das medidas provisórias que possibilite uso racional desse instrumento, viabilizando, assim, tanto a condução ágil e eficiente dos governos quanto a atuação independente dos legisladores", assinalou, no discurso de posse, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   Veja Também: Gilmar Mendes toma posse como presidente do STF   Sem mencionar o projeto de reformulação da edição e rito das medidas provisórias em exame no Câmara dos Deputados, declarou, a um plenário lotado, que "os poderes da República encontram-se preparados para o diálogo político inteligente, suprapartidário, no intuito de solucionar um impasse que, paralisando o Congresso, embaraça o processo democrático".   Criticou, também, sem se referir ao MST e aos conflitos recentes na reserva indígena Raposa/Serra do Sol, movimentos sociais reivindicatórios que atuam, às vezes, "na fronteira da legalidade". Enfatizou que "nesses casos, é preciso que haja firmeza por parte das autoridades constituídas", ressaltando que "a agressão aos direitos de terceiros e da comunidade em geral deve ser repelida imediatamente com os instrumentos fornecidos pelo Estado de Direito, sem embaraços, sem tergiversações, sem leniências".   Para Gilmar Mendes, "o Judiciário tem grande responsabilidade no contexto dessas violações e deve atuar com o rigor que o regime democrático impõe".   Lembrou que, promulgada e aplicada a Constituição de 1988, "convive-se hoje com uma multiplicação de movimentos sociais voltados à defesa de diversos interesses, como o da igualdade racial, do meio ambiente, o da reforma agrária, os interesses dos indígenas, o do consumidor, entre outros". É preciso, entretanto, na visão do presidente empossado do STF, que o atendimento das demandas de todos esses movimentos leve em conta "o chamado "pensamento do possível" e o próprio limite do financeiramente possível".

Tudo o que sabemos sobre:
STFMPsGilmar Mendes

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.