Ao lado de Dilma, Obama diz que Brasil é cada vez mais um líder mundial

Após discurso no Palácio do Planalto, presidente norte-americano manifestou seu 'apreço' pela intenção de o País se tornar membro do Conselho de Segurança de ONU

Alessandra Corrêa, BBC

19 de março de 2011 | 13h57

 Brasília - O presidente americano, Barack Obama, disse neste sábado, 19, em Brasília, que o Brasil é cada vez mais um líder mundial, e não somente regional, no contexto de uma nova realidade geopolítica global.

Em pronunciamento conjunto com a presidente Dilma Rousseff, feito no Palácio do Planalto, Obama não expressou diretamente seu apoio ao ingresso do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

No entanto, o presidente americano afirmou que os Estados Unidos vão continuar trabalhando "ao lado do Brasil e de outros países" para tornar o Conselho mais representativo, com a participação de novos atores importantes no cenário mundial.

Veja também:

linkEua e Brasil criam Comissão Especial de Relações Econômicas

linkGovernos assinam acordo para transporte aéreo

linkAmericano chega para 'recomeçar' relação

linkFOTOS: veja as imagens da visita

especialESPECIAL - O Tour político e turístico de Obama

Um comunicado conjunto publicado depois do pronunciamento, e assinado pelos dois presidentes, afirma que Obama "manifestou seu apreço" pela intenção do Brasil se tornar membro permanente do Conselho de Segurança e reconheceu as "responsabilidades globais" assumidas pelo país.

Em sua fala, Obama disse que o Brasil, como uma das maiores democracias do hemisfério, promove uma maior integração entre as Américas. O presidente americano destacou o "crescimento extraordinário" do Brasil, que passou de receptor de ajuda externa para doador de recursos a outros países.

Obama citou o "sacrifício" feito por pessoas como Dilma para transformar o Brasil de uma ditadura para uma democracia, e disse ter certeza de que a sua colega brasileira exercerá a liderança para viabilizar o progresso na relação entre os dois países.

Dilma. Em seu discurso, Dilma citou "contradições" que precisam ser superadas, pedindo o fim de medidas protecionistas no comércio com os Estados Unidos e reformas em instituições como o Banco Mundial, o FMI e o Conselho de Segurança da ONU.

A presidente disse que o Brasil é um país comprometido com a paz, a tolerância e o diálogo, e que não pretende realizar uma "ocupação burocrática" de espaços como o Conselho de Segurança.

Dilma destacou a importância de estabelecer parcerias com Estados Unidos nas áreas de infraestrutura e energia, tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio, em 2016.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.  

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.