Anvisa vai pedir informações sobre sangue importado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai pedir informações à empresa inglesa Bio Products Laboratory (BPL) para saber se os lotes de albumina e imunoglobulina exportados para o Brasil foram produzidos a partir de sangue de doadores que depois desenvolveram o Mal de Creutzfeldt-Jakob, a forma humana do mal da vaca louca. Em nota divulgada nesta segunda-feira, no começo da noite, a agência anunciou que vai pedir a relação dos serviços de saúde brasileiros que compraram os produtos da Grã-Bretanha.De acordo com a nota, "não há nenhum indício de que o problema tenha chegado ao Brasil". E informa que, desde 1998, o Brasil não importa hemoderivados da Grã-Bretanha que tenham como origem doadores daquele país. As empresas britânicas são obrigadas a enviar certificado de que o plasma usado na produção dos hemoderivados não tem origem no sangue de doadores residentes naquele país.A notícia publicada no jornal inglês "The Guardian", no entanto, informa que a BPL exportou hemoderivados produzidos com plasma de doadores que mais tarde tiveram o mal da "vaca louca".Mas a Anvisa esclarece que não há evidência científica sobre o risco de contaminação. "Não há registro no mundo de casos de pacientes que tenham recebido sangue ou hemoderivados via transfusão (fatores de coagulação, albumina e imunoglobulina) e tenham desenvolvido o Mal de Creutzfeldt-Jakob, forma humana do mal da ´vaca louca´", diz o texto. "Não existe evidência científica de que o Mal de Creutzfeldt-Jakob seja transmitido por transfusão de sangue ou de hemoderivados." A agência informa ainda que mantém contato diário com a Agência de Alimentos e Drogas (Food and Drugs Administration) dos Estados Unidos e com a Agência Européia de Medicamentos, que rastreiam a eventual disseminação do mal da "vaca louca" pelo mundo.

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