Anvisa tenta derrubar liminar que permite venda de álcool líquido

Depois de dois anos proibida, a comercialização de álcool líquido 96º GL (equivalente a 92,8% em peso de álcool) voltou a ser praticada em razão de uma liminar concedida pela Justiça em favor das empresas fabricantes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), porém, está tentando derrubar a liminar. Foi o que garantiu o consultor técnico da gerência de saniantes da agência, Jorge Luiz Cavalcante.Durante o período em que o álcool líquido não estava sendo vendido, os acidentes causados pelo uso do produto diminuíram 60%. Cavalcante diz que de um universo de 150 mil acidentados, 45 mil eram crianças. "A resolução do álcool gel demonstrou que é possível reduzir esses acidentes", diz o consultor.Consumidor resiste ao gelMuitos consumidores reclamam que o álcool gel limita as formas de uso. eles acreditam que o álcool gel não queima. "O que não é verdade. O álcool gel 70 INPM (equivalente a 70% em peso de álcool) acende qualquer churrasqueira. Ele queima lentamente, o que até ajuda a acender o carvão", exemplificou Cavalcante. Outro problema é o preço: o gel é mais caro. "Mas na utilização ele se torna mais barato porque rende bem mais", diz o consultor.Segundo Cavalcante, a agência está promovendo campanhas envolvendo associações de classe e setores representativos da sociedade civil para difundir o futuro do álcool na forma de gel. Além disso, ele informou que estão sendo distribuídos cartilhas e folhetos explicativos sobre os riscos do produto líquido.

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