Anvisa registra 17 suspeitas de morte por contraste radiológico

O contraste radiológico Celobar, produzido pelo laboratório Enila Indústria e Comércio de Produtos Químicos e Farmacêuticos, do Rio de Janeiro, é suspeito por provocar mais uma morte por contaminação bacteriana. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Ministério da Saúde identificou mais um caso de óbito no Maranhão. Agora são 17 os casos de mortes que podem ter sido provocadas pelo uso do Celobar. A Agência informa que as mortes foram registradas em três Estados: Goiás, com 13 casos; Bahia, com três mortes; e Maranhão, com uma ocorrência.De acordo com informações da Assessoria de Imprensa da Anvisa, o Ministério da Saúde já recebeu informações sobre a existência de 103 pacientes que notificaram as vigilâncias sanitárias estaduais sobre o consumo do Celobar. Em quatro estados, segundo a Agência, Minas Gerais, Bahia, Goiás e Maranhão, 75 pessoas apresentaram sintomas.A Anvisa apresentou ontem uma nota técnica afastando a possibilidade de outros medicamentos com sulfato de bário apresentarem problemas em suas fórmulas. A nota informa que, por enquanto, apenas o Celobar é o produto suspeito de ter causado as mortes na Bahia, em Goiás e no Maranhão.Entre as medidas para agilizar as investigações sobre o Celobar, a Agência vai trabalhar em conjunto com o Centro Nacional de Epidemiologia da Funasa (Cenepi) na análise de todos os casos. Técnicos da Anvisa calculam que em duas semanas os resultados dos primeiros exames físico-químicos das amostras que estão sendo analisadas no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) vão estar disponíveis. Os resultados dos outros exames anatomopatológicos, feitos a partir do material das exumações, exige mais tempo por causa de sua complexidade.

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