Anvisa interdita 5 lotes de medicamentos irregulares

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira no Diário Oficial da União a interdição de cinco lotes de produtos que apresentam falhas de fabricação. Um dos produtos é a Água Boricada 3%, do laboratório Arboreto, de Juiz de Fora (MG). O princípio ativo do lote nº 1111006 estava abaixo do declarado, e a impressão do rótulo encontrava-se ilegível.A denúncia foi encaminhada pela Vigilância Sanitária do Paraná. O lote nº 0232 da Epotina Alfa (Eritina), do laboratório Cristália, de Itapita (SP), teve sua interdição determinada por apresentar um corpo estranho no líquido do medicamento. A irregularidade foi denunciada pela Vigilância Sanitária do Município do Rio de Janeiro.O anti-hipertensivo Maleato de enalapril, lote nº 038701 foi denunciado por médicos por não fazer o efeito esperado nos pacientes, além de apresentar pontos escuros. O comprimido é fabricado pelo Hipolabor, de Sabará (MG). Outro anti-hipertensivo que teve seus efeitos terapêuticos questionados foi o lote nº 4930 do Propanolol. Em testes de resistência mecânica, o comprimido se desintegrou facilmente. O laboratório Neoquímica, de Anápolis (GO), é o produtor do medicamento.Na análise do lote nº 013526R do vermífugo Mebendazol, produzido pelo laboratório E.M.S, de Hortolândia (SP), foi detectada a presença de fungos acima do permitido pela legislação. A Vigilância Sanitária de Minas Gerais encaminhou a suspensão oral para análise e repassou para a Anvisa a ocorrência da irregularidade. A interdição vale por 90 dias, prazo em que as empresas podem apresentar contraprova.A medida da Anvisa deve ser cumprida imediatamente. Em caso de desrespeito à legislação, pontos de venda e distribuidores poderão ser punidos com notificação e multas que variam entre R$ 2 mil e R$ 1,5 milhão. As vigilâncias sanitárias locais são responsáveis pela fiscalização.

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