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Anvisa comemora 500 registros de remédios genéricos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está comemorando a marca de 500 registros de remédios genéricos. Desse total, 305 já podem ser encontrados no mercado. O restante estará disponível nas farmácias dentro de dois meses, prevê a coordenadora de medicamentos genéricos da Anvisa, Vera Valente. Os 500 registros cobrem mais de 60% das necessidades de prescrição médica, como hipertensão, problemas cardíacos e diabete, informa a coordenadora. A oferta do novo produto forçou uma redução média de cerca de 45% no preço dos remédios de marca equivalentes aos genéricos que passaram a ser comercializados no País. Vera destaca como exemplo o Renitec, produzido pela Merck Sharp and Dhome, para tratar hipertensão. Segundo ela, esse produto teve um expressivo desconto para as farmácias para não perder mercado para o genérico Maleato de Enalapril. Em alguns casos, chegou a custar mais barato que o genérico. "Óbvio que não tiveram prejuízo", aposta Vera, interpretando o grande desconto como "uma boa gordura" que o fabricante tinha para queimar. Vera lembra que há dois anos, quando se introduziu o primeiro genérico no País, o objetivo era criar uma opção real para o consumidor, que conjugasse preço baixo com variedade de produtos para tratamento das principais doenças. Outra meta era forçar a concorrência a reduzir preços. Esses objetivos foram alcançados, na avaliação da coordenadora. Hoje, estão no mercado 20 fabricantes de genéricos. Outros 15 estão na fila de espera. E o Brasil, informa Vera, já atrai o interesse de grandes fabricantes estrangeiros, como o canadense Apotex. A coordenadora da Anvisa considera ainda que a resistência inicial por parte de consumidores à inovação já foi vencida. A aceitação por parte da população depende da divulgação do produto. Em outubro, o governo conseguiu elevar de 12% ao mês para 30% ao mês o consumo de genéricos depois de realizar uma campanha publicitária. Vera observa que em alguns Estados há resistência ao genérico. Em Manaus, poucas farmácias se interessaram em oferecer genéricos a seus clientes.Mas Vera lembra que o genérico passa por um controle rígido antes de ser registrado e depois durante a sua produção. Para entrar no mercado, é necessário comprovar que o novo medicamento produz o mesmo efeito do de marca que está sendo copiado. O teste de bioequivalência é feito com dois grupos de pessoas. Um toma o genérico e o outro, o de marca. Amostras de sangue são colhidas seguidamente para verificar a concentração do produto no organismo e sua absorção.

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