Anúncio contraria plano traçado pelo PT nacional

A decisão do PT gaúcho de formalizar a candidatura do ministro da Justiça, Tarso Genro, vai contra a orientação da direção nacional da sigla. O PT tem dito a instâncias regionais que adiem até o ano que vem o anúncio formal de candidaturas. O plano é garantir que cabeças de chapa nos Estados possam servir para a negociação de um palanque forte para a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na corrida presidencial. O assunto já provocou divergências entre Tarso e o presidente nacional da legenda, deputado Ricardo Berzoini (SP). Após o ministro registrar a pré-candidatura, em abril, Berzoini disse ao jornal Zero Hora que considerava "prematuras" decisões nos Estados. Tarso revidou e chegou a cobrar um pedido de desculpas. Diante da insistência do diretório gaúcho, o PT deve evitar o embate num primeiro momento. Isso porque, até agora, há poucos sinais de que o PMDB esteja disposto a selar uma aliança no Estado. Se a chance surgir, entretanto, não está descartada a possibilidade de o assunto ser levado ao congresso do PT, que teria poder para se sobrepor à convenção regional. Por enquanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva evita polemizar. Em junho, ele disse, também ao Zero Hora, que Tarso está "muito confortável" nas pesquisas e que é difícil convencer alguém nessa condição a desistir. Mas disse estar "convencido de que é possível construir uma aliança" com PMDB, PDT, PTB e PC do B" no Estado.

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