Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

'Antes tínhamos oposição e situação. Agora há a briga ideológica', diz presidente da Alesp

Reeleito presidente da Assembleia, tucano promete que não vai 'tratorar' nenhum partido e reclama de adversários 

Pedro Venceslau, Fábio Leite e Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2019 | 20h22

Na primeira entrevista coletiva após ser reeleito presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) nesta sexta-feira, 15, o deputado Cauê Macris (PSDB) disse que a Casa vai viver uma nova realidade na nova legislatura que começou nessa sexta. "Essa legislatura é muito diferente. Antes tínhamos oposição e situação. Agora há a briga ideológica. São duas correntes opostas e meu papel é tentar equilibrar essa situação", afirmou o tucano.   

O deputado classificou como "tenso" o ambiente na Casa, que registrou bate-boca e empurrões entre os parlamentares no plenário. Macris aproveitou a oportunidade para criticar o PSL por, segundo ele, ter "atacado" sua honra na campanha e apelado para "ganhar no tapetão". "Essa foi uma das campanhas mais baixas e sujas na Assembleia. O PSL usou esse processo de mobilização nas redes sociais para fazer denuncismo ". 

Após selar um grande acordo que reuniu do DEM ao PT e PCdoB, Cauê Macris foi eleito com 70 votos, contra 16 da deputada Janaina Paschoal (PSL), 4 da Monica Seixas (PSOL) e 4 de Daniel José (Novo). 

Macris, que se diz um político de centro, fez um discurso conciliador após a vitória e afirmou que tentará dar "equilíbrio" ao debate. "Não vou tratorar nenhum partido. Não precisamos de radicalismos nesse momento do País", afirmou o tucano.

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