Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Alckmin depõe por uma hora no MP e defesa não descarta trancar investigação

Antes de comparecer à procuradoria, tucano disse que 'é dever de quem está na vida pública cotidianamente prestar contas'

Marcelo Osakabe e Fábio Leite, O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2018 | 14h40
Atualizado 16 Agosto 2018 | 13h12

O candidato do PSDB à Presidência nas eleições 2018, Geraldo Alckmin, prestou depoimento por cerca de uma hora no MinistérioPúblico de São Paulo na tarde desta quarta-feira, 15, e negou ter recebido recursos ilícitos da Odebrecht em suas campanhas ao governo do Estado em 2010 e 2014. Os pagamentos foram citados por três delatores da empreiteira no âmbito da Operação Lava Jato.

Alckmin entrou e saiu de carro do prédio do MP paulista, no centro de São Paulo, sem falar com a imprensa. Após o depoimento, o advogado José Eduardo Alckmin, defensor do tucano, disse a jornalistas que as provas colhidas até agora são insubisistentes e não descartou entrar com pedido para trancar as investigações contra o ex-governador na área cível e eleitoral.

"Há de se aguardar as investigações que ainda estão em fase de inquérito para ver depois se é o caso até de se requerer o trancamento do próprio inquérito em função das provas insubusistentes", disse o advogado de Alckmin. 

Segundo ele, o presidenciável tucano respondeu a todas as perguntas feitas pelo promotor Ricardo Manuel Castro, responsável por investigar suspeita de improbidade administrativa do ex-governador envolvendo os supostos pagamentos de R$ 10, 3 milhões feitos pela Odebrecht nas duas campanhas. "Foi tranquilo. Ele procurou esclarecer todos os pontos. Teve a oportunidade de demonstrar que as suspeitas não são procedentes", disse o defensor.

Além de Alckmin, também são investigados o empresário Adhemar César Roteiro, cunhado do tucano, e o ex-secretário de Planjemaneto e tesoureiro da campanha de 2014, Marcos Monteiro. Os dois são acusados por três delatores da Odebrecht de terem recebido R$ 10,3 milhões para as campanhas - R$ 2 milhões a Adhemar em 2010, sob o codinome "Belem" e R$ 8,3 milhões a Monteiro, sob os codinomes "Salsicha" e "M&M". Todos negam terem recebido vantagens indevidas.

 

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