Antes da votação da CLT, a guerra de números

Poucos minutos depois de ser registrada no plenário da Câmara a presença de 260 deputados ? o número mínimo para votar projetos é de 257 ?, o líder do Governo, Arnaldo Madeira (PSDB-SP), assegurou que está confiante na aprovação do projeto que altera as leis trabalhistas.Há 397 deputados na Casa, e os governistas começam a contabilizar o apoio que têm para a votação. Madeira afirma que o quorum ainda está baixo, e o líder do PSDB, Jutahy Júnior (BA), continua afirmando que o projeto é útil para o País e não fere os direitos do trabalhador, mas não arrisca um palpite sobre o resultado.?Não afirmo que vamos ganhar; asseguro que o projeto é bom para o Brasil?, disse o parlamentar tucano. O vice-líder do Congresso, Ricardo Barros (PPB-PR), afirma que o PMDB não terá tantos votos contrários como afirma o líder do partido, Geddel Vieira Lima (BA).Enquanto Geddel afirma que 80% da bancada (72 deputados) vão votar contrariamente, Barros diz que esse número não deverá chegar a 50 parlamentares. O início da ordem do dia, quando pode ser feita a discussão e votação do projeto, foi anunciada no início da noite desta terça-feira pelo presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG).

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