ANP aparece em dois escândalos recentes

Nas últimas semanas, o órgão regulador do setor de petróleo esteve no centro de duas denúncias de favorecimento de usineiros e municípios. A primeira, revelada pela revista Época, sustenta que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) fechou acordo com usineiros para o pagamento de R$ 178 milhões em dívidas com a União. Segundo denúncia do Ministério Público, a negociação foi em tempo recorde, com prejuízo aos cofres públicos.No segundo caso, relatório atribuído à Polícia Federal acusa o diretor Victor Martins - irmão do ministro de Comunicação Social, Franklin Martins - de favorecer com royalties do petróleo municípios que seriam clientes da empresa que ele tinha junto com a mulher, a Análise Consultoria e Desenvolvimento. O caso trouxe à tona vários contratos suspeitos de consultorias.A ANP alega que o acordo com os usineiros foi decidido após consulta a "órgãos pertinentes" e evitou perdas maiores. No segundo caso, informa que as decisões do órgão são colegiadas, difíceis de serem direcionadas. Martins afirma que se desligou da Análise e esta não tem mais contratos desse tipo.

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