ANJ repudia vandalismo do MST ao invadir afiliada da Globo em Goiânia

Associação Nacional de Jornais afirmou em nota que ação dos sem-terra na noite de terça foi um 'ato criminoso próprio de grupos extremistas, incapazes de conviver em ambiente democrático'

O Estado de S. Paulo

09 de março de 2016 | 10h17

Em nota divulgada nesta quarta-feira, 9, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiou a invasão pelo MST do Grupo Jaime Câmara, em Goiânia, que abriga veículos como TV Anhanguera - afiliada da Rede Globo -, jornais O Popular e Jornal Daqui e Rádio CBN, ocorrida na noite desta terça-feira, 8. Para a entidade, que representa os principais veículos de comunicação do País, o episódio foi um "ato criminoso próprio de grupos extremistas, incapazes de conviver em ambiente democrático", diz o texto da ANJ.

A entidade ressalta ainda que os jornais e demais meios de comunicação "não se deixarão pressionar por essas manifestações de intolerância e autoritarismo" e lamenta "que o vandalismo seja usado contra os meios de comunicação, que cumprem sua missão de informar a sociedade. Ao invadir e pichar o Grupo Jaime Câmara, buscando intimidar e constranger seu trabalho jornalístico, os integrantes do MST atingiram o direito dos cidadãos de serem livremente informados", diz a nota.

Além de criticar o ato, a associação disse aguardar que as autoridades identifiquem os responsáveis pelo caso para que sejam punidos na Justiça. A invasão foi registrada pelos próprios veículos do Grupo Jaime Câmara.

Os manifestantes, em sua maioria, estavam com o rosto coberto. As paredes da empresa foram pichadas com frases como “Não vai ter golpe”, “Fora Globo” e “Globo e ditadura de mãos dadas - Fora”.

Um vídeo feito durante a ocupação e publicado na página do jornal O Popular mostrava o grupo gritando a frase “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

Não foram registrados confrontos, de acordo com O Popular. O jornal noticiou que, após o protesto, o grupo deixou a emissora escoltado pela Polícia Militar, que apenas acompanhou a manifestação.

Confira abaixo a íntegra da nota da ANJ:

"ANJ repudia invasão do Grupo Jaime Câmara

 

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudia e condena com veemência a invasão pelo MST da sede do Grupo Jaime Câmara, que edita os jornais O Popular e Daqui, e onde funcionam ainda a TV Anhanguera e a Rádio CBN.

Trata-se de ato criminoso próprio de grupos extremistas, incapazes de conviver em ambiente democrático.  É lamentável que o vandalismo seja usado contra os meios de "omunicação, que cumprem sua missão de informar a sociedade. Ao invadir e pichar o Grupo Jaime Câmara, buscando intimidar e constranger seu trabalho jornalístico, os integrantes do MST atingiram o direito dos cidadãos de serem livremente informados.

Os jornais e os demais meios de comunicação brasileiros não se deixarão pressionar por essas manifestações de intolerância e autoritarismo.

A ANJ aguarda que as autoridades identifiquem os responsáveis pelo ato criminoso e os encaminhe à Justiça, para a punição, nos termos da lei.  

Brasília, 8 de março de 2016

Associação Nacional de Jornais"

 

 

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