Unesco/Divulgação
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ANJ celebra Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

A Associação Nacional de Jornais destaca a importância do jornalismo livre para a democracia e lembra dos desafios que o País enfrenta para garantir este direito

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2021 | 17h15
Atualizado 03 de maio de 2021 | 11h38

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) celebra o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa nesta segunda-feira, 3, destacando a importância do jornalismo independente para toda a sociedade e lembrando dos desafios que o País ainda enfrenta para garantir o exercício livre da profissão pelos jornalistas. “A liberdade de imprensa, mais do que direito dos jornalistas e das empresas jornalísticas, é de todos os cidadãos. É fundamental para a democracia”, diz a organização em nota.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) fará um seminário internacional para comemorar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado nesta segunda-feira, 3. O evento terá painéis nos dias 3 e 4 de maio, das 16h às 17h30, com a ANJ e outras entidades envolvidas na defesa da causa. Para se inscrever, clique aqui.

Repetindo a tendência que já havia sido registrada em 2020, o Brasil recuou posições no ranking mundial de liberdade de imprensa organizado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras. O País caiu para a 111ª posição e entrou para o grupo de nações em “situação difícil” para a atividade jornalística.

Para a associação de jornais, esta tendência reflete “a intolerância e o autoritarismo que caracterizam o País nos últimos tempos”, fazendo referência a ataques de autoridades contra profissionais e empresas jornalísticas. “A ANJ mais uma vez se solidariza com os jornalistas e as empresas jornalísticas do país, que vêm cumprindo a sua missão de buscar a verdade e informar os cidadãos. O consórcio de veículos de imprensa criado para apurar e divulgar os números da pandemia é exemplo claro dessa missão.”

Seminário internacional

O tema escolhido para o seminário da Unesco em parceria com as entidades da área é “Informação como bem público” e destaca a importância do jornalismo livre e independente na produção de notícias. Chama a atenção também para a necessidade de se garantir a segurança dos jornalistas para que eles possam fornecer informação verificada de interesse público. O seminário ainda abordará a polarização social e a liberdade de imprensa.

Entre os tópicos abordados estão: medidas para garantir a viabilidade dos veículos de comunicação, incluindo a segurança dos jornalistas e sustentabilidade econômica; mecanismos para garantir a transparência das empresas de internet; e incentivos à chamada educação midiática e informacional, que permitam às pessoas reconhecer e valorizar, bem como defender e exigir, o jornalismo como uma parte vital da informação como um bem público.

Neste ano, a data coincide com o 30º aniversário da Declaração de Windhoek para o Desenvolvimento de uma Imprensa Livre, Independente e Pluralística, documento que afirma o compromisso da comunidade internacional com a liberdade de imprensa.

Programação

3 de maio: INFORMAÇÃO COMO BEM PÚBLICO  16h – 17h30 – horário de Brasília

Abertura: Patrícia Blanco (Instituto Palavra Aberta) | Participantes: ministro Luís Roberto Barroso (TSE), Flavia Lima (Folha de S. Paulo), Flávio Lara Resende (ABERT), Marlova Noleto (UNESCO) | Moderador: Marcelo Rech (ANJ)

4 de maio: POLARIZAÇÃO E LIBERDADE DE IMPRENSA | 16h – 17h30 – horário de Brasília | Português e Inglês – com tradução simultânea

Abertura: Representante da Embaixada e Consulados dos Estados Unidos no Brasil (a confirmar) | Participantes: Amanda Ripley (Palestrante Internacional), Guilherme Canelas (UNESCO), Aline Midlej (GloboNews) | Moderador: Guilherme Amado (ABRAJI)

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