Anistia cobra de Alckmin o fim da Febem Franco da Rocha

Em carta enviada nesta terça-feira ao governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, a Anistia Internacional pede o fechamento da unidade de Franco da Rocha da Febem, alvo de recentes denúncias de torturas e irregularidades contra os adolescentes, feitas pelo Ministério Público Estadual e por entidades de direitos humanos.A unidade está sub judice em duas ações administrativas da Vara da Infância e Juventude e em dois processos criminais. A Febem é acusada de manter na unidade pelo menos 15 funcionários afastados pela Justiça ou indiciados por crime de tortura. A Anistia pede a suspensão desses e de outros funcionários.Entre as solicitações estão o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente e o encaminhamento de evidências de tortura ao Ministério Público. "Infelizmente, os recentes relatos de casos de tortura e maus-tratos sofridos por jovens detentos mais uma vez sublinham a longa negligência e a má administração por parte das autoridades de São Paulo, que incapacitaram o sistema Febem", diz a carta.Durante reunião na Câmara, hoje, em Brasília, a diretora do Departamento da Criança e do Adolescente, Denise Paiva, afirmou que a reforma de Franco da Rocha, para a qual a Febem havia pedido verba ao governo, será "repensada". Foram pedidas à Câmara inspeções nas unidades 30 e 31, e no Brás.

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