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Aníbal: PSDB vai trabalhar para instalação de CPI mista

O líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), disse hoje que seu partido vai trabalhar para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista para investigar o uso irregular dos cartões corporativos por membros do governo federal. Apesar disso, ele não descartou a possibilidade de haver uma outra CPI, exclusivamente no Senado, para apurar as mesmas denúncias, caso a CPI mista tome rumos que não satisfaçam a opinião pública.A desconfiança dos tucanos em relação à CPI mista consiste no fato de que o governo deseja manter a presidência e a relatoria nas mãos de membros da base aliada. "Isso revela que o governo não está tão tranqüilo assim em relação a essa CPI, porque, se estivesse, partilharia ou a presidência ou a relatoria para indicação das oposições", disse ele, ao participar do 1º Encontro Nacional de Vereadores do PSDB, na capital paulista. "Se a CPI mista não atender aos objetivos que se quer, aí vai se pensar em outro modo", acrescentou.Hoje, no entanto, a hipótese de duas CPIs funcionando ao mesmo tempo no Congresso não é levantada pelo PSDB. Questionado sobre se mudaria de idéia no futuro, o deputado se limitou a responder: "Não vamos ficar inertes. As forças de oposição hoje são muito ativas e mobilizadas para fazer um ano parlamentar que dê resultado, tanto na CPI quanto na legislação."Aníbal disse não haver contradição na posição do PSDB ao apoiar uma CPI em Brasília e ser contra uma CPI na Assembléia Legislativa de São Paulo para investigar o uso irregular de cartões de débito por membros do governo São Paulo. "Aqui, o que eu soube, é que mesmo as forças de oposição entendem que são situações absolutamente distintas", disse ele, ressaltando que, até o momento, não foi descoberto nenhum caso de corrupção ou de desvio de finalidade dos cartões do governo paulista. Para ele, não é preciso acabar com os cartões, mas sim aprimorar e regulamentar seu uso.Outro objetivo do deputado como líder do PSDB é mudar o rito de tramitação das medidas provisórias. "Elas estão estrangulando o processo legislativo", disse. Aníbal admitiu que a disputa entre ele e o deputado Arnaldo Madeira (SP) pela liderança tucana na Câmara foi bastante concorrida, mas ressaltou que o processo foi encerrado e que a bancada de 58 deputados agirá de forma unida. Ele disse ter recebido ligações de apoio de diversos ministros e membros do governo federal, além do governador paulista, José Serra, que tinha preferência por Madeira. "Mas isso já é um episódio passado. Temos páginas que viramos e páginas que vamos escrever", declarou.

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