DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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ANER e ANJ condenam declarações do secretário de Comunicação da Presidência

Em rede social, Fabio Wajngarten afirmou que 'parte da mídia ecoa fake news, ecoa manchetes escandalosas, perdeu o respeito, a credibilidade, a ética jornalística' 

Redação, O Estado de S. Paulo

06 de outubro de 2019 | 21h18

A Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) condenaram neste domingo, 6, declarações do secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten. Em rede social, ele afirmou que “parte da mídia ecoa fake news, ecoa manchetes escandalosas, perdeu o respeito, a credibilidade, a ética jornalística”. 

As entidades de comunicação repudiaram ainda a conclamação feita pelo secretário para que “anunciantes que fazem mídia técnica tenham consciência de analisar cada veículo de comunicação para não se associarem a eles, preservando suas marcas”. A ANJ e a ANER lamentaram a “visão distorcida” do secretário sobre mídia técnica. “O que é preocupante vindo de quem tem a responsabilidade de gerir recursos públicos de publicidade”, afirmam.

'Autoritarismo'

Para o presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Daniel Bramatti, “a manifestação é típica de quem opta por seguir o roteiro da promoção do autoritarismo”. "Em uma democracia, é inaceitável que um representante do governo convoque anunciantes a boicotar veículos por insatisfação com o que publicam", afirma Bramatti.

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