Aneel diz que plano não fala em racionamento

O diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, garantiu hoje que o plano emergencial que a agência apresentará em 15 dias ao ministro de Minas e Energia, José Jorge, não terá medidas de racionamento de energia. "Será um plano preventivo de racionalização e de medidas de contingência", disse Abdo.Segundo ele, a agência preparará alternativas para aumentar a oferta de energia para evitar o desperdício no consumo. "Como não é um plano de racionamento, não haverá desligamento de luz em bairros ou determinadas áreas de uma cidade."O diretor da Aneel disse que o plano deverá ser executado no início do mês de abril e que a previsão é de que estas medidas possam aumentar a oferta equivalente a um acréscimo de 10 pontos porcentuais no nível dos reservatórios que abastecem as geradoras nas regiões Sudeste e Centro-oeste, que atualmente estão em 34,7% de suas capacidades.O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Perazzo, disse que a expectativa é de que o plano preventivo seja eficaz para se evitar o racionamento de energia. "Se amanhã vier o racionamento, o setor será competente para tomar as medidas necessárias", disse Perazzo.O secretário disse que será formada uma comissão com representantes do Ministério, da Aneel e do Operador de Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para acompanhar a execução das medidas. Será feito um monitoramento semanal para se verificar o aumento da oferta de energia, a quantidade das chuvas e os ganhos com a redução do consumo.Para aumentar a oferta de energia, o governo pretende desobstruir as linhas de transmissão para transferir energia na região Sul para os estados do Sudeste e utilizar a capacidade máxima das usinas térmicas. Para reduzir a demanda, serão feitas negociações com consumidores industriais para redução do consumo de energia, usando a sazonalidade da produção dos produtos e serão realizadas também campanhas públicas para que se evite o desperdício de energia com o foco nos consumidores residências e comerciais.

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