Andressa é 'mensageira' do grupo de Cachoeira, diz MPF

Para procuradora, grupo de Cachoeira 'cotinua ativo'; mulher do contraventor é investigada em dois inquéritos policiais por lavagem de dinheiro e corrupção

Rubens Santos, especial para O Estado

30 de julho de 2012 | 19h34

Os procuradores da República, Léa Batista, Marcelo Ribeiro e Daniel Salgado, do Ministério Público Federal (MPF) em Goiás, reagiram com indignação à suposta ameaça de Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, de divulgar um dossiê sobre o juiz da 11a. Vara Federal em Goiás, Alderico Rocha Santos.

Durante entrevista coletiva, nesta segunda-feira, 30, eles adjetivaram a mulher do contraventor como "mensageira do grupo criminoso", comandado por Carlos Augusto Ramos, em Goiás.

"A ousadia da companheira de Carlinhos Cachoeira, ao chantagear e ofertar vantagem ao juiz federal, somadas às galhofas observadas durante a audiência, mostra o desprezo e a afronta de Carlos Augusto de Almeida Ramos e de pessoas ligadas ao ''capo'' do grupo criminoso", disse Daniel Salgado.

Durante entrevista coletiva, a procuradora Léa Batista comentou que a suposta investigação sobre a vida do juiz demonstrou, na prática, que o grupo de Cachoeira "continua ativo", mesmo após a sua prisão.

O MPF revelou que Andressa Mendonça está sendo investigada em outros dois inquéritos policiais pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção no caso da fazenda Santa Luzia, adquirida em Luziânia, no Entorno do DF, para lavar o dinheiro do grupo de Cachoeira.

De acordo com o MPF em Goiás, se for também condenada por corrupção ativa, a pena de Andressa Mnedonça será de 22 anos de prisão.

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