André Vargas diz que é vítima de 'cerceamento'

O deputado André Vargas (sem partido-PR) criticou hoje a condução do processo por quebra de decoro parlamentar contra ele no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Para o ex-petista, sua defesa está sendo cerceada e o relator, deputado Júlio Delgado (PSB-MG) faz "prejulgamento" do caso.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

15 de julho de 2014 | 21h02

"O açodamento do relator demonstra o seu prejulgamento. Parece que ele tem o voto pronto e está cerceando a defesa em todas as formas. Não concede vistas de documentos, não faz diligências, quer ouvir (testemunhas) no recesso e antecipa seu voto desde o primeiro dia. Deveria se declarar suspeito", disse Vargas ao Broadcast Político.

Nesta tarde, o Conselho de Ética ouviu o prefeito de Apucarana (PR), Carlos Alberto Gebrim Preto (PT), testemunha de defesa arrolada por Vargas. O petista disse que o deputado aceitou o empréstimo de uma aeronave do doleiro Alberto Youssef porque pretendia viajar com a família no fim do ano passado e tinha dificuldades em encontrar passagens para 10 pessoas. A representação contra Vargas foi protocolada assim que veio à tona sua relação com o doleiro preso na Operação Lava Jato.

O relator avisou que ouvirá as testemunhas nas próximas semanas e que pretende concluir as oitivas no dia 29 com o depoimento do deputado. Delgado disse que não abrirá mão do prazo regimental de 40 dias e que apresentará seu parecer sobre o caso na primeira semana de agosto, período do esforço concentrado. "Como é que o relator quer me ouvir sem ouvir as testemunhas arroladas?", questionou Vargas.

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