Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

André Esteves é alvo de novo inquérito contra Eduardo Cunha

Caso contra ex-banqueiro está sob sigilo, mas os crimes são de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro

Isadora Peron e Gustavo Aguiar, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2016 | 07h43

BRASÍLIA - Um dos novos inquéritos contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abertos recentemente no Supremo Tribunal Federal, investiga o ex-banqueiro André Esteves, do BTG. O caso está sob sigilo, mas os crimes investigados são de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A abertura desse e de outro inquérito contra Cunha foi pedida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no último 18, e autorizada pelo ministro do Supremo Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na Corte, na segunda-feira, 25.

Ainda não está claro por que Cunha e Esteves são investigados no mesmo inquérito. Até agora, o presidente da Câmara responde a cinco processos no Supremo no âmbito da Lava Jato. Em um deles, o peemedebista virou réu pela Corte.

Já Esteves foi preso em novembro do ano passado, sob suspeita de tentar obstruir a Lava Jato, junto com o senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS), também detido. Delcídio foi flagrado em áudio propondo a fuga do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró e, assim, evitar uma delação do ex-diretor. Por esse episódio, o ex-banqueiro já responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal.

André Esteves ficou menos de um mês preso e, na segunda-feira passada, o ministro Teori Zavascki decidiu revogar a prisão domiciliar do ex-banqueiro e suspender as demais medidas cautelares impostas contra ele. Com isso, Esteves foi autorizado a voltar a trabalhar.

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