Anderson Adauto é alvo de ação do MP por improbidade

Prefeito de Uberaba e mais 6 são acusados de contratação irregular de mais de dois mil servidores públicos

Eduardo Kattah, de O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2008 | 18h55

O Ministério Público de Minas Gerais ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de Uberaba (MG), Anderson Adauto (PMDB), quatro secretários e dois ex-secretários municipais pela contratação irregular de mais de dois mil servidores públicos. Na ação, com data de quarta-feira, o promotor José Carlos Fernandes Júnior, pede a suspensão dos direitos políticos, de três a cinco anos de Adauto e dos outros réus; perda da função pública que estiverem exercendo quando do trânsito em julgado o processo; pagamento de multa e que os réus sejam proibidos de contratar com o poder público pelo prazo de três anos.   Um inquérito civil aberto pela Promotoria apurou a existência de 2.727 pessoas contratadas irregularmente como "temporárias" no âmbito do Executivo municipal. O promotor afirma na ação que as contratações indevidas ocorreram desde o início do mandato de Adauto, "bem como continuam ocorrendo". O prefeito peemedebista foi reeleito em outubro. Segundo Júnior, os réus "contrataram de maneira irregular servidores públicos municipais, ferindo de morte os preceitos legais que regulamentam a admissão de funcionários públicos". Lei   O diretor de comunicação da prefeitura de Uberaba, Márcio Gennari, disse hoje que a prefeitura não foi notificada. Ele alegou que o questionamento do MPE se refere às contratações feitas antes da instituição de um processo seletivo para contratação temporária, em 2005. "Hoje na prefeitura ninguém é contratado por indicação política. Todo mundo aqui é contratado por meio de processo seletivo, regulamentado em lei", afirmou. "A prefeitura está tranqüila."

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