Anchieta: batalha judicial não causa instabilidade

A batalha judicial que se instalou em Roraima para definir quem vai governar o Estado não causa "nenhuma instabilidade", garantiu hoje o governador cassado José de Anchieta Júnior (PSDB), em pronunciamento logo após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o manteve no cargo. "Sou o governador diplomado e empossado. Estamos com os poderes consolidados para exercer a democracia em harmonia", disse.

LOIDE GOMES, Agência Estado

14 de fevereiro de 2011 | 18h29

Na sua avaliação, seu adversário Neudo Campos (PP), que conseguiu na Justiça o direito de assumir o cargo, "é um cidadão com vários processos em todas as cortes da Justiça brasileira" que busca "de forma irresponsável desestabilizar" Roraima. Otimista, ele diz acreditar que vai conseguir reverter a situação a seu favor e que vai "trabalhar" para evitar a instabilidade, embora admita mudanças no secretariado.

Campos afirmou que já esperava que o TSE mantivesse Anchieta no cargo. "Esse procedimento cuidadoso tem sido adotado pela corte, mas a decisão ainda é uma vitória, pois a liminar é provisória", disse. A advogada de Campos, Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro, acredita que o julgamento do caso será rápido, "em função da gravidade das denúncias e da premência de uma solução para o Estado de Roraima".

As posições divergentes dos dois tribunais provocou reações em Boa Vista. Eleitores e correligionários de Campos passaram a noite de ontem em vigília em frente à Assembleia Legislativa, para acompanhar a posse na manhã de hoje. Com a liminar que manteve Anchieta no cargo, eles fizeram uma passeata de protesto até a sede do Tribunal Regional Eleitoral, enquanto a Praça do Centro Cívico era tomada por apoiadores de Anchieta, que soltaram fogos para comemorar.

Contas

Os juízes do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) reprovaram na manhã de hoje as contas de campanha de Campos e de sua vice, a médica Marília Pinto. Segundo o presidente do TRE-RR, desembargador Ricardo Oliveira, a desaprovação não impede a posse futuramente, mas o processo será encaminhado ao Ministério Público Federal para a propositura de ações com base nas irregularidades detectadas.

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