Anatel diz não garantir segurança de autoridades

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, disse não ter como garantir que as informações de autoridades brasileiras sejam alvo de espionagem, nem sua total segurança. "Não posso garantir nem uma coisa nem outra", destacou após participar de uma audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado.

DÉBORA ÁLVARES, Agência Estado

09 de julho de 2013 | 13h32

Questionado sobre a possibilidade de dados da presidente da República, Dilma Rousseff, e de ministros serem alvo de espionagem dos Estados Unidos, Rezende disse que pode haver uma "tentação" por parte dos norte-americanos na prática. "É evidente que um país com o poderio dos Estados Unidos, com as ferramentas que eles têm, pode ser que exista uma tentação", afirmou.

Para garantir um melhor controle da troca de dados no País, o presidente da Anatel defendeu a democratização da rede. Segundo ele, a aprovação do marco civil da internet pode ajudar a regular a atuação de provedores estrangeiros no País. "Hoje temos uma série de provedores estrangeiros atuando no Brasil, que não seguem à risca a legislação brasileira e sim a legislação do seu país. Acho que o marco pode dar tratamento a essa questão."

A Anatel abriu nesta segunda-feira, 08, procedimento para investigar se as empresas de telecomunicações brasileiras colaboraram para que houvesse o envio de dados irregularmente para os EUA.

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