Anastasia diz que vai 'dosar' uso de Serra em programa eleitoral

Segundo candidato ao governo de MG, objetivo é não 'embaralhar e confundir' os eleitores

Eduardo Kattah, correspondente de O Estado de S.Paulo em MG,

19 de agosto de 2010 | 13h27

BELO HORIZONTE - O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Antonio Anastasia (PSDB), afirmou que o presidenciável tucano José Serra será utilizado em seu programa eleitoral "na medida sempre do necessário". Durante a abertura da exposição Centenário Tancredo Neves, em Belo Horizonte, na noite desta quarta-feira, 18, Anastasia foi questionado sobre como sua campanha pretendia explorar "os potenciais eleitorais" do candidato à Presidência no rádio e na TV. No programa eleitoral de estreia de Anastasia, Serra foi praticamente ignorado, aparecendo apenas em rápidas imagens. Para o governador, é preciso "dosar" a presença dos outros candidatos no programa para "não embaralhar e confundir os eleitores".

"Cada programa é de uma respectiva área. O nosso é candidatura ao governo do Estado. Candidatura a presidente tem o seu programa, candidatura ao Senado tem o seu programa", observou o candidato tucano ao Palácio Tiradentes. "Então nós vamos sempre dosar de maneira muito correta, até para não embaralhar e confundir os eleitores com os cargos aos quais nós estamos concorrendo."

Como já era esperado, o primeiro programa de Anastasia, contudo, procurou "colar" a imagem do governador ao ex-governador Aécio Neves (PSDB), candidato ao Senado e considerado seu principal cabo eleitoral. Por outro lado, o programa de Hélio Costa (PMDB), que lidera as pesquisas de intenção de voto, abusou no programa inaugural da vinculação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenciável petista Dilma Rousseff - que apareceram pedindo votos para a chapa Costa/Patrus Ananias (PT) em depoimentos e imagens gravadas de um recente comício na capital mineira.

Perguntado sobre possíveis pressões do PSDB paulista para que se empenhe mais por Serra no Estado, segundo colégio eleitoral do País, Aécio reiterou que de sua parte "as eleições terão absoluta lealdade e cooperação". "Agora, o voto quem decide é o eleitor", ponderou, minimizando mais uma vez a capacidade de transferência de votos.

"Não acho que ter apenas a simpatia, seja por um ex-presidente - que amanhã não será mais - ou por um ex-governador, decida o voto. Eu acredito que nós vamos ganhar em Minas Gerais porque nós temos o melhor candidato e o melhor projeto para Minas, e acho que Serra tem também as melhores propostas para a vida nacional". Aécio reconheceu que Dilma está em vantagem na corrida presidencial, mas acredita que a eleição "está longe de ser decidida". "Quem acha que uma eleição se decide com tanta antecedência pode se frustrar lá adiante."

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