Anastasia descarta retaliação a aliados que apóiam Dilma

Governador de Minas Gerais diz que tucanos e petistas são todos republicanos, e não inimigos

Eduardo Kattah

29 de abril de 2010 | 19h15

BELO HORIZONTE - O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), disse nesta quinta-feira, 29, que não haverá retaliação aos prefeitos aliados que optarem por apoiar a candidata petista Dilma Rousseff na campanha presidencial. Mais uma vez, Anastasia foi questionado sobre a possibilidade de em Minas se repetir um fenômeno entre os prefeitos que sugira o voto simultâneo nele e na presidenciável do PT, o que está sendo chamado de "Dilmasia", espécie de nova versão do "Lulécio" - o voto simultâneo em Lula para presidente e Aécio Neves (PSDB) para governador, que marcou as eleições de 2006 no Estado.

 

"Veja bem, a política em Minas Gerais é uma política feita sempre com base no entendimento, do convencimento com as ideias, naturalmente sempre foi assim", observou, lembrando que recentemente acompanhou Aécio numa visita à cidade de Teófilo Otoni, onde a prefeita, a petista Maria José Haueisen, não economizou elogios ao ex-governador tucano.

 

Segundo Anastasia, a manifestação "mostra e reconhece como o governo de Minas ajudou durante esses anos as prefeituras da oposição". "Porque somos republicanos, não somos inimigos", destacou. "E é claro então que e difícil falar em retaliação".

 

 

O presidente do PSDB-MG, deputado federal Narcio Rodrigues, porém, vem adotando um discurso mais incisivo, cobrando dos aliados e exigindo dos correligionários o apoio ao ex-governador paulista José Serra, pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto.

 

 

O governador mineiro frisou que ele e Aécio estão empenhados na eleição do colega tucano. "Quarta-feira mesmo em Uberlândia, cada vez mais reiterávamos, de modo muito claro, que o nosso grupo tem um candidato a presidente da República, e por ele vamos trabalhar, que é o governador José Serra. Esse será o nosso esforço".

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