ALEX SILVA/ESTADÃO
ALEX SILVA/ESTADÃO

Análise: 'Transporte foi tema que mais se discutiu'

Corredores de ônibus e investimentos em metrô dominaram debate entre Serra e Haddad

O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2012 | 00h55

Para Vitor Marchetti, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), mobilidade urbana e transportes foram os temas dominantes no último debate entre José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), os dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições em São Paulo. Ele ainda afirmou que o encontro não deve provocar grandes mudanças no cenário de intenção de votos, que favorece o petista, de acordo com as últimas pesquisas.

 

Qual foi o ponto forte e o ponto fraco de Fernando Haddad?

 

O candidato do PT transpareceu segurança. O ponto fraco é que isso pode beirar a arrogância em alguns momentos. O limite entre as duas coisas é que faz a diferença.

 

E do candidato José Serra?

 

Neste debate ele estava muito diferente dos outros. Senti o candidato do PSDB um pouco acuado, nervoso. Ele partiu menos para o ataque do que se esperava que ele partisse, já que ele está atrás nas pesquisas de intenção de votos. Então, o ponto fraco foi esse nervosismo que beirou a apatia. O ponto forte é a experiência administrativa. Em vários momentos Serra faz referência a sua trajetória, cita o governo estadual. Vemos que ele sempre tenta resgatar a sua experiência na gestão pública.

 

Qual foi o tema mais bem discutido durante o debate?

 

O formato permite pouco aprofundamento no debate de ideias, mas o que mais apareceu foi a questão dos transportes, falando de corredores de ônibus, investimentos em metrô, mas, mesmo assim, não trouxe momentos novos para a discussão. São temas já visitados tanto no programa deles quanto nos debates anteriores. Acho que questão da segurança pública foi pouco debatida, por exemplo, o que de fato cabe ao município e o que cabe à gestão federal.

 

Este debate pode influenciar o resultado das eleições?

 

Acho que a perspectiva de este debate fazer diferença no domingo é muito pequena, por vários motivos. Um deles é porque esses debates têm apresentado poucas surpresas. O segundo é porque as pesquisas mostram uma diferença razoável entre os dois candidatos. Então, seria pouco provável que um debate como esse pudesse mexer nessa tendência. Acho que teríamos algum impacto se houvesse um cenário um pouco diferente, de uma proximidade maior de intenção de votos. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.