Análise: Iniciativa mostra mudança na relação bilateral

Acordo Brasil-EUA seria inimaginável entre meados de 2009 e o último dia de 2010

Denise Chrispim Marin, correspondente de O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2011 | 23h00

A liderança conjunta do Brasil e dos EUA de uma iniciativa multilateral, como a criação do OGP, seria inimaginável entre meados de 2009 e o último dia de 2010. Não por acaso, o convite da Casa Branca para o Palácio do Planalto para ambos lançarem esse projeto foi enviado em janeiro, quando o governo brasileiro já estava sob a batuta de Dilma Rousseff. A resposta afirmativa traduziu-se no primeiro sinal de mudança nas relações bilaterais, prejudicadas especialmente por iniciativas de política externa tomadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em especial, sobre a política nuclear do Irã e a crise política de Honduras.

 

Assim como o voto brasileiro no Conselho de Segurança da ONU sobre o Irã, a criação da OGP sinaliza a mudança de tom da diplomacia brasileira. No primeiro caso, sobre as questões de Direitos Humanos, praticamente sublimadas no governo Lula. No segundo, em torno da relação com os EUA, ao tirá-la do abandono a que esteve relegada nos últimos anos. Como afirma um assessor do chanceler Patriota, não interessa ao Brasil excluir parceiros tradicionais.

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