Análise: Escolha definirá se autonomia é real ou peça de retórica

A indicação dos dirigentes dos bancos públicos será o primeiro sinal de que a autonomia da nova equipe econômica é real ou se é apenas uma peça de retórica. Dependendo do perfil dos escolhidos, a presidente Dilma Rousseff estará reforçando a independência que prometeu aos ministros ou mostrando que a mão forte do Planalto continuará pesando sobre eles.

Irany Tereza, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2014 | 02h02

Como ministro da Fazenda, Joaquim Levy será o superior imediato dos presidentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Já o banco federal de fomento BNDES é atualmente subordinado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que será ocupado por Armando Monteiro.

Há uma grande expectativa sobre outros cargos chave, como os titulares da Secretaria do Tesouro e da Receita Federal, vinculados à Fazenda. O grau de participação do ministro nas escolhas definirá sua participação como protagonista na política econômica ou um coadjuvante de luxo.

Os sinais emitidos pelo Palácio do Planalto mostrarão se o governo novo terá realmente uma equipe nova, como anunciou Dilma, ainda em campanha.

Tudo o que sabemos sobre:
Dilma RousseffMinistério da Fazenda

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.