Ana Maria e Klein tiveram dados violados, diz órgão

BRASÍLIA - A Receita Federal considera, até agora, violações de sigilo as consultas, na mesma agência de Mauá, aos dados fiscais da apresentadora Ana Maria Braga, da TV Globo, e dos integrantes da família Klein, dona das Casas Bahia. A posição da Receita está nas representações criminais contra as duas servidoras suspeitas de envolvimento no episódio.

Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo,

31 de agosto de 2010 | 09h10

 

Veja também:

Receita exclui versão da propina ao pedir indiciamento de servidoras

Corregedoria sonega 13 volumes a tucano

Defesa estuda medidas para evitar indiciamento

 

Segundo a corregedoria do órgão, não há, até agora, nenhum elemento que mostre motivação funcional para a abertura dos dados dessas pessoas naquela cidade. "Há vários outros nomes cujas declarações foram consultadas em diversas datas sem comprovação de motivação até o presente momento", diz a Receita.

 

Conforme revelou o Estado na quinta-feira, 26, os dados de Ana Maria foram acessados às 11h15 de 16 de novembro de 2009 no computador da servidora Adeildda Ferreira Leão dos Santos. A apresentadora nega que tenha base tributária em Mauá e, por sua assessoria, mostrou surpresa com o episódio. Em 8 de outubro, o mesmo equipamento acessou os dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de três pessoas ligadas ao partido.

 

Partiram desse terminal as consultas, em 4 de agosto de 2009, aos dados de Samuel Klein, seu filho Michael Klein, Maria Alice Pereira Klein e Raphael, mulher e filho de Michael. Eles evitaram comentar o caso. Aparecem ainda cerca de 140 nomes que foram acessados, pelos computadores das duas servidoras investigadas e de Ana Maria Caroto Cano, alvo de apuração interna.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.