Alex Silva/AE
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Ana Luiza critica postura de Dilma na greve dos servidores

Candidata do PSTU diz que PT se desviou da sua história para fazer alianças com PMDB e PP

Cristiane Salgado Nunes - O Estado de S. Paulo,

21 de agosto de 2012 | 16h20

A candidata do PSTU à Prefeitura de São Paulo, Ana Luiza, em entrevista ao ‘Estado’, nesta terça-feira, 21, criticou a postura de enfrentamento da presidente Dilma Rousseff na greve dos servidores federais e afirmou que o PT se desviou de sua história para fazer alianças com outros partidos, como o PP e o PMDB.

Ana Luiza declarou que o PSTU não aprova a política de Dilma com os servidores porque o partido se desvinculou de sua tradição. "Não concordamos com o PT que hoje enfrenta os servidores em greve. Dilma está tendo uma política de congelar os salários. Não só não negocia, como também criminaliza os movimentos grevistas, então, o PT está se divorciando de sua história".

Ana Luiza defendeu a paralisação porque os federais estariam reivindicando por uma causa legítima: "Acreditamos que a greve tem uma bandeira justa, como a falta de verba e a falta de reajuste há anos".

Para a candidata, o grande erro de Lula e de Dilma foi "virar as costas para os trabalhadores e fazer alianças com o PMDB, o PP e outros partidos. O PT acabou se transformando uma continuação da direita tradicional".

Segundo Ana Luiza, essa nova postura do PT em relação aos trabalhadores explica a coligação do partido com Paulo Maluf (PP).

Caso não for para o segundo turno, a candidata disse que não apoiará nenhum dos concorrentes à prefeitura que estão liderando as pesquisas e afirmou que votará nulo: "Nós queremos ganhar eleições com um programa socialista".

Propostas. Na área da educação, a candidata defendeu um investimento de 10% do PIB e na saúde, uma fatia de 6%. "Existe um problema grave de saúde, há uma falta de médicos e de enfermeiros. Nosso primeiro passo é acabar com a privatização na saúde", afirmou.

Ana Luiza criticou a gestão do prefeito Gilberto Kassab, que segundo ela, está tomada pelas privatizações, e prometeu a reestatização do transporte público para melhorar a mobilidade urbana. A candidata avaliou que é possível implementar o transporte gratuito e disse que em São Paulo a passagem poderia custar R$ 1, caso não visasse lucro.

Na questão do pedágio urbano, Ana Luiza se manifestou contra e falou que é preciso investir na locomoção pública: "Esse problema do trânsito no centro não se resolve com pedágio. Isso é mais uma máfia do prefeito no transporte".

Próximos entrevistados. A série Entrevistas Estadão já teve a participação dos candidatos Paulinho da Força (PDT), Carlos Giannazi (PSOL) e Levy Fidelix (PRTB). Depois de Ana Luiza, serão entrevistados Miguel Manso (PPL), nesta quarta, 22; Anai Caprioni (PCO), na quinta, 23; José Eymael (PSDC), na sexta, 24, e Soninha Francine (PPS) na próxima terça-feira, 28.

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