Ana Arraes: ‘Todos os nossos deputados estão empenhados nesta luta’

Candidata a uma vaga no TCU, deputada conta com simpatia do Planalto e garante que está ‘trabalhando para vencer’

Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2011 | 22h40

BRASÍLIA - Não foi a toa que a líder do PSB na Câmara, deputada Ana Arraes (PE), se consolidou nos últimos dias como a mais forte candidata à vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Além do sobrenome, do diploma de advogada e da passagem pelo Tribunal de Contas de Pernambuco, a primeira mulher com mandato parlamentar a disputar o posto tem a simpatia da presidente Dilma Rousseff e um padrinho forte: seu filho, o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ela adverte, porém, que, no caso de uma derrota, "o governador não vai pagar esta conta", e completa: "Se eu vencer, a vitória será de muita gente, mas quem perde é a candidata".

 

A sra. está confiante na vitória?

Sou dos cinco deputados mais votados da Câmara, proporcionalmente, e me reelegi com a maior votação de Pernambuco. Estou aqui, cumprindo meu mandato, meu dever. Sou líder do meu partido e estou trabalhando muito para vencer.

 

Com tantos candidatos e uma única vaga no TCU, a sra. não teme uma derrota?

Dizia meu pai (o ex-governador Miguel Arraes) que quem tem medo de perder não disputa. Medo eu não tenho. Tenho coragem de disputar e luto para vencer.

 

O voto secreto dificulta? Seus adversários dizem que, ao final, a sra. pode ser a candidata mais traída nesta disputa.

Não acho que o voto secreto seja complicador e não vejo razão para dizerem que vão votar em mim, e não votarem. Tenho grande simpatia do meu partido e todos os nossos deputados estão empenhados nesta luta que é da Câmara, das relações pessoais e de um passado de história e lutas conjuntas. Mas, se não vencer, não tem importância. Continuo cumprindo o mandato que o povo de Pernambuco me deu.

 

O Planalto tem simpatia por sua candidatura e a sra. está contando com um cabo eleitoral de peso, que é seu filho e governador Eduardo Campos.

Tem muita gente me ajudando, contribuindo, e o PSB abraçou esta candidatura. Mas esta é uma decisão que cabe a Câmara tomar. Agora, o governador foi deputado desta Casa, é muito respeitado e querido aqui. Tem todo o direito de vir à Câmara e falar com os amigos que deixou.

 

Com esse engajamento em um quadro de disputa, o governador não corre o risco de pagar a conta política de uma eventual derrota?

O governador não vai pagar esta conta não. Ele está no Estado trabalhando e dando conta do serviço dele, que é governar Pernambuco, com 92% de aprovação.

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