Amorim vê nova reunião ministerial de Doha em fevereiro

O ministro das Relações Exteriores,Celso Amorim, prevê uma nova reunião ministerial na rodadaagrícola de Doha da Organização Mundial do Comércio parafevereiro. Esse encontro poderia culminar com uma conclusãofinal das negociações comerciais em "dois ou três meses". Amorim, que está nos Estados Unidos para participar dareunião sobre o Oriente Médio promovida pelo presidentenorte-americano, George W. Bush, em Annapolis, deu a declaraçãodepois de reunir-se com a representante comercial dos EstadosUnidos, Susan Schwab, na capital norte-americana. Ele disse que ambos conversaram sobre cronogramas para arodada, mas se abstiveram de entrar no "aspecto negociador" dasdiscussões, que giram em torno da liberalização do comércioagrícola mundial e redução de subsídios nos países ricos. "Provavelmente nós vamos ter uma fase aí por volta defevereiro, quando os ministros novamente talvez tenham que seencontrar", disse Amorim a jornalistas na embaixada brasileiraem Washington. "Aí num espaço relativamente curto de dois ou três meses(...) se chegaria a uma conclusão", acrescentou. De Schwab, o ministro ouviu ser "possível" ter umaaprovação de um eventual acordo no Congresso norte-americano,que está nas mãos da oposição democrata, ainda em 2008 --últimoano do governo Bush e ano de eleição presidencial no país. "A avaliação é de que é possível", disse Amorim,acrescentando que a Rodada Uruguai da OMC também foi aprovadapelo Congresso dos EUA num ano semelhante. AVANÇOS TÉCNICOS O ministro destacou que, pelo momento, tem ocorrido avanços"técnicos" nas duras negociações pelas quais os países emdesenvolvimento, como Brasil e Índia, buscam a redução dosbilionários subsídios agrícolas que os países ricos dão a seusprodutores rurais. Em troca, os países ricos querem maior acesso para seusprodutos, principalmente industriais, nos países emdesenvolvimento. Amorim apontou que uma área que tem avançado é a desubsídios às exportações, mas acrescentou que ele e Schwab, aquem definiu como "amiga", não falaram em "números". Países como Brasil querem que os Estados Unidos reduzam ossubsídios à agricultura de cerca de 18 bilhões de dólares para13 bilhões de dólares ao ano. A Rodada de Doha foi lançada há seis anos no Catar,justamente com objetivo de ajudar países em desenvolvimento areduzir a pobreza. (Por Adriana Garcia)

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